Seminário em Porto Alegre vai debater os “Riscos da Telefonia Celular”

AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), CSMA/AL (Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RS), COSMAM/CMPA (Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre), CDA-OAB/RS (Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil/RS) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) promovem o Seminário:

Os Riscos da Radiação Eletromagnética Não Ionizante da Telefonia Celular

DATA: 12 de Novembro de 2012.

HORÁRIO: Das 9h e 30min às 17h.

LOCAL: Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

(Praça Marechal Deodoro, 101 – 3º andar – Porto Alegre)

INSCRIÇÕES: csma@al.rs.gov.br

Objetivos

A Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1996, mantém grupo de estudos e avaliação sobre os possíveis riscos da radiação eletromagnética utilizada nas tecnologias de comunicação sem fio, como a telefonia celular.

Recentemente a OMS admitiu que existem evidências, que este tipo de radiação pode causar alguns tipos de câncer, classificando-a como 2B (possivelmente carcinogênica).

Este Seminário visa discutir e alertar sobre os riscos da radiação eletromagnética não ionizante da telefonia celular, especialmente para as crianças, adolescentes, gestantes e idosos, bem como problematizar a atual legislação e a fiscalização sobre esse tipo de poluição.

Programação

9h, 30min Abertura

10h Painel: “Os riscos da radiação eletromagnética não ionizante para a saúde humana

Painelistas: Representante do Ministério da Saúde (a confirmar)

Dra. Geila Radunz Vieira

Dra. Adilza Dode (UFMG)

Mediação: CSMA-AL

11h Debate

12h Intervalo para o almoço

14h Painel: “A legislação, o princípio da precaução e o nosso direito à informação

Painelistas: Dra. Ana Maria Marchezan (MPE/RS)

Ver. Beto Moesch (COSMAM/POA)

Dra. Flávia do Canto Pereira (PROCON/POA)

Mediação: OAB-Comissão de Meio Ambiente

15h Debate

16h Painel: “As tecnologias podem ser menos agressivas para a nossa saúde!

Painelistas: Prof. Álvaro Salles (UFRGS)

Prof. Claudio R. Fernández (IFRS)

Mediação: AGAPAN

16h, 20min Debate

16h, 30min Propostas e encaminhamentos

Mediação: Comissão Organizadora

17h Encerramento

As inscrições são gratuitas!

O Seminário é uma realização de: AGAPAN – CSMA/AL – COSMAM/CMPA – MPE/RS – CDA-OAB/RS – UFRGS

Com apoio de: APEDEMA (Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul) – Frente Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Telefonia/AL – IFRS

O consumismo transformou o celular de hoje no cigarro de antigamente?

Muito oportuno esse Seminário, pois atualmente as operadoras de telefonia pressionam para a “flexibilização” da legislação de Porto Alegre sobre instalação de ERBs, legislação considerada por elas “muito restritiva”. Enquanto isso, justiça italiana reconhece que celulares são agentes cancerígenos:

Mobile phones can cause brain tumours, court rules.

http://www.telegraph.co.uk/health/9619514/Mobile-phones-can-cause-brain-tumours-court-rules..html

3 pensamentos sobre “Seminário em Porto Alegre vai debater os “Riscos da Telefonia Celular”

  1. Me parece que a ofensiva contra as radiações eletromagnéticas está sendo feita na direção errada.
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    A bibliografia parece indicar que o risco está na utilização intensiva dos aparelhos celulares e não tanto nas antenas propriamente dita.
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    Revisando uma série de artigos, se vê que para campos eletromagnéticos abaixo de 0,4 microtesla (mT) não há nenhuma evidência de desenvolvimento de câncer em crianças ou adultos, entretanto outros estudos demonstram que há uma correlação entre o uso intensivo do aparelho celular com cancros.
    .
    Logo talvez fosse o caso de procurar impedir o uso desses aparelhos acima de um determinado tempo por crianças e não da disposição de antenas, desde que elas respeitassem o limite de 0,4mT nas residências.
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    Mais uma vez estamos passando a responsabilidade dos pais para o estado, pelo visto a maior densificação ou não das antenas de celulares (respeitado os limites de segurança) não alterará os hábitos das crianças ou adolescentes, pois tendo mais ou menos antenas eles continuarão com o uso intensivo destes aparelhos.
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    Poder-se-ia legislar proibindo as crianças e adolescentes a utilizar aparelhos sem dispositivos de mãos livres, ou seja, dispositivos que afastam do corpo o aparelho durante a ligação.

    • Rogerio, no Seminário participará uma especialista de Belo Horizonte que teria feito um mapeamento do aumento de casos de câncer em BH conforme o aumento de ERBs na cidade. Se ela realmente apresentar esse trabalho no Seminário, já valerá a pena a presença lá. http://youtu.be/zJF9S-U4-QM

  2. Infelizmente não estarei presente a esta palestra, pois tenho uma série de dúvidas que gostaria de elucidar.
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    Antes de tudo vou deixar uma opinião pessoal. Já tivemos no nosso edifício uma proposta de uma empresa de telefonia para colocar uma antena sobre ele, dentro do princípio da precaução fiz tudo para que esta proposta fosse ignorada, e consegui, logo não sou cético quanto a possibilidade de ERB serem agentes ativos no aumento de neoplasias, em resumo, prefiro não ter celular do que ter estas anteninhas próximo a mim.
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    Apesar de ter uma grande desconfiança da letalidade de ondas eletromagnéticas, e por isto mesmo, fui olhar a tese de doutorado desta colega e o que vi não me agradou muito.
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    Olhando na diagonal, vi por exemplo que no seu controle de mortes por neoplasias por faixas etárias, não havia incremento nas faixas mais jovens que de acordo com a revisão feita seria a mais propensa a mortalidade por neoplasias induzidas por ondas eletromagnéticas. Também vi outro problema que não está claro na tese, há um aumento absoluto de neoplasias, mas em nenhum momento ela no intervalo de estudo ela faz uma análise demográfica sobre a idade dos moradores na região. Sabe-se que a população brasileira está envelhecendo rapidamente e as neoplasias e as doenças cardio-vasculares aumento neste grupos, o que poderia estar ocorrendo é exatamente o aumento da mortalidade devido ao envelhecimento da população na região!
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    Também não vi na tese nenhum estudo ambiental na região que contemplasse o aumento de particulados e outros poluentes na região central de BH, pois sabe-se que estes conforme a característica são agentes que causam neoplasias.
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    Cabe uma questão, porque eu tendo desconfiança das ERB também tenho desconfiança dos resultados deste trabalho, simplesmente porque trabalhos na área médica são extremamente difíceis e na maior parte dos casos extremamente mal conduzidos.
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    Acho que o trabalho foi mal delimitado e também mal conduzido, se ao se testar uma hipótese tem-se um preconceito quanto a ela naturalmente se consegue quase que instintivamente a prova da hipóteses, principalmente quando se trabalha com pequenos grupos.
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    Outro problema que detectei, é que não foi feito no estudo uma análise sócio-econômica dos grupos próximos ao centro da cidade (zona de maior concentração de celulares) e também da origem de outros tipos de radiação (por exemplo no centro de nossa cidade havia um edifício que concentrava uma série de dentistas e radiologistas em geral, e eu sempre desviava deste ponto).
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    Concluindo, não quero antenas próximo a mim, entretanto acho que este estudo não é o que provará os meus temores.

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