O Impacto dos Transgênicos – Vídeo

Mais VenenoQuais os riscos que os transgênicos podem trazer para o ser humano e para o meio ambiente?

Cientistas que falaram à CDH do Senado levantam suspeitas sobre a segurança da transgenia e negam que o processo tenha contribuído para aumentar a produção de alimentos.
Publicado pela TV Senado na internet em 20/08/2014

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Os trnsgênicos e a fome no mundo - Charge do Kayser

Os transgênicos e a fome no mundo – Charge do Kayser

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Debate: lavouras transgênicas e o retrocesso ambiental

Img FacebookLavouras transgênicas e o retrocesso ambiental é tema do Agapan Debate da próxima segunda-feira, 12

Charge do Kayser

Charge do Kayser

O Agapan Debate da próxima segunda-feira (12/8) vai abordar sobre “As lavouras transgênicas e o desenvolvimento gaúcho: promessas, resultados e riscos sob a perspectiva do retrocesso ambiental”.  O debate, aberto ao público, inicia às 19h e será realizado no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. Participam o engenheiro agrônomo e doutor em Engenharia de Produção, Leonardo Melgarejo; o doutor em Biotecnologia pela Ufrgs, Júlio Xandro Heck; e o advogado-ambientalista José Renato de Oliveira Barcelos, autor do livro A Tutela Jurídica das Sementes, lançado pela Editora Verbo Jurídico.

A proposta do Agapan Debate é aprofundar as informações sobre os transgênicos, especialmente quando o Conselho Administrativo do Feaper (Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Empreendimentos Rurais) aprovou, em 23 de abril deste ano, a reintrodução das sementes geneticamente modificadas (transgênicas) no Programa Troca-troca de Sementes de Milho. A medida vale para a safra 2013/2014.

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Leonardo Melgarejo é membro do GEA-NEAD (Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade – Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, representante do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança). Melgarejo é engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, doutor em Engenharia de Produção, extensionista rural da Emater/RS-Ascar, atuando no INCRA.

Júlio Xandro Heck, graduado em Química Industrial de Alimentos, Mestre em Microbiologia Agrícola e do Ambiente e Doutor em Biologia Celular e Molecular (Biotecnologia) pela Ufrgs. Fez pós-doutorado no Laboratório de Biotecnologia do Instituto de Ciência e Tecnologia da Ufrgs . Foi professor substituto no Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química e professor do curso de Especialização em Ciência e Tecnologia de Alimentos do ICTA – Ufrgs. Atualmente é Pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), na sede da Reitoria, em Bento Gonçalves/RS. Tem experiência nas áreas de Microbiologia, Processos Fermentativos, Bioquímica, Alimentos transgênicos, Purificação de proteínas, Química e Bioquímica de Alimentos. Possui publicações nos seguintes assuntos: cultivo em estado sólido, otimização de bioprocessos, xilanases, purificação de proteínas, transgênicos e qualidade de águas naturais.

José Renato de Oliveira Barcelos é advogado- ambientalista, pós-graduado em Direito Ambiental Nacional e Internacional. Foi assessor jurídico das Federações dos Trabalhadores da Agricultura do RS (Fetag) e do PR (Fetaep) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). Foi chefe da Assessoria Jurídica da Emater/RS-Ascar, onde, por 15 anos, exerceu a função de extensionista rural. Presta assessoria jurídica a diversos sindicatos em defesa da agricultura familiar. Atualmente, se dedica aos estudos do Agroambientalismo, com abordagem socioambiental.

SERVIÇO:

AGAPAN DEBATE

Dia 12 de agosto, às 19h, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs

Informações: www.agapan.org.br

Assessoria de Imprensa da Agapan

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

51-9813-1785 (vivo) e 8204-3730 (tim)

Infográfico do jornal Washington Post - USA

Aumento de plantações de transgênicos no Brasil chama a atenção do mundo – Infográfico do jornal Washington Post – USA

O procupante crescimento brasileiro no plantio de transgênicos. Já ocupa a segunda posição e breve ultrapassará os Estados Unidos.

O preocupante crescimento brasileiro no plantio de transgênicos. Já ocupa a segunda posição e breve ultrapassará os Estados Unidos.

Prefeitura tenta pressionar o Poder Judiciário, através da mídia.

Como o governo pode dizer que não tem “Plano B”?

Isso é um reconhecimento que não fez nenhum estudo alternativo! Preguiça ou incompetência?

Jornal Zero Hora de hoje:

Chamada de capa no jornal ZH

Chamada de capa no jornal ZH

Matéria de página dupla, onde se lê SEM PLANO B

Matéria de página dupla, onde se lê “SEM PLANO B”

Para seu filho NÃO LER!

Para seu filho NÃO LER!

Justiça manda demolir espigões

O que certamente acontecerá em Porto Alegre se forem construídos os espigões projetados ao lado da Arena do Grêmio

Justiça manda derrubar espigões, apesar da prefeitura de São Paulo ter permitido a construção, por danos urbanísticos e ambientais!

Você já imaginou pagar quase R$ 1 milhão por um apartamento, esperar a obra ficar pronta e não poder entrar na casa nova? Esse é o drama de centenas de pessoas que compraram um imóvel em um condomínio de São Paulo construído irregularmente, causando danos urbanísticos e ambientais.

(Matéria do Jornal da Band em 09/10/2012)

Perigo ambiental nos contêineres de lixo

O mercúrio das lâmpadas fluorescentes: perigo ambiental que passa quase despercebido

Contêiner de lixo domiciliar (orgânico) na rua João Telles, bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Quase todos reconhecem que a colocação de contêineres para recolhimento automatizado de lixo orgânico em Porto Alegre foi uma grande avanço para a limpeza de nossas ruas. O grande problema que essa ação não foi acompanhada de uma campanha realmente esclarecedora de nossa prefeitura sobre o lixo, os tipos de lixo que devem ser colocados nos contêineres, como separar o lixo reciclável e como descartar os tipos de resíduos que não se enquadram como orgânicos ou recicláveis.

Lâmpadas fluorescentes em um contêiner de lixo orgânico no bairro Bom Fim. Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Em virtude da ignorância da população sobre o descarte do lixo, especialmente os perigosos para o meio ambiente, todo os tipos de lixo estão sendo colocados nos contêineres para lixo orgânico.

De quem é a responsabilidade? Certamente de nossos administradores públicos que preferem gastar verbas públicas em propaganda institucional da própria prefeitura ou festividades que melhoram a visibilidade política da administração que em esclarecer a população sobre os perigos que a maioria não percebe.

No contêiner de lixo orgânico também lixo recicláver e materiais perigosos como lâmpadas fluorescentes. Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

O perigo do descarte inadequado das lâmpadas fluorescentes

As lâmpadas que iluminam nossas casas parecem simples e inofensivas. Entretanto, após utilização ou queima, seu descarte inadequado no meio ambiente representa perigo à contaminação por mercúrio, metal altamente tóxico e bioacumulativo nos organismos vivos.

As lâmpadas fluorescentes, especialmente as compactas, são largamente associadas com um comportamento mais verde e mais ecologicamente correto.

A sua grande vantagem é que elas gastam menos energia.

A grande desvantagem dessas lâmpadas – também conhecidas como lâmpadas PL – é que cada uma delas tem mercúrio em seu interior, um metal pesado com pesadíssimos efeitos sobre a saúde humana.

Apesar da quantidade de mercúrio em cada lâmpada individual não ser grande, o risco pode ser maior do que considerado até agora.

Liberação contínua de mercúrio

O problema é que, uma vez quebrada, uma lâmpada fluorescente libera vapor de mercúrio continuamente no ar – durante semanas e até meses.

E o valor total dessa emissão pode exceder os níveis seguros de exposição humana em lugares com pouca ventilação.

A conclusão é de dois pesquisadores da Universidade de Jackson, nos Estados Unidos.

Quando um lâmpada PL se quebra

A quantidade de mercúrio (Hg) que vaza de uma única lâmpada PL quebrada é menor do que o nível permitido pela legislação. Por isso, essas lâmpadas não são consideradas resíduos perigosos quando descartadas.

No entanto, Yadong Li e seu colega Li Jin descobriram que a quantidade total de vapor de mercúrio liberado de uma lâmpada compacta quebrada ao longo do tempo pode ser superior ao valor considerado seguro para a exposição humana.

Como as pessoas podem facilmente inalar o mercúrio em vapor, os autores sugerem a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação adequada do ambiente onde o acidente se deu.

“Este trabalho contém uma análise holística impressionante dos riscos potenciais associados com a liberação de mercúrio das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e aponta para potenciais ameaças à saúde humana, que nem sempre têm sido consideradas,” afirmou Domenico Grasso, da Universidade de Vermont, que não esteve envolvido com a pesquisa.

“O conteúdo de mercúrio nas lâmpadas fluorescentes compactas varia significativamente entre os fabricantes. Para as lâmpadas fluorescentes espirais mais populares, de 13 W, a quantidade total de mercúrio varia de 0,17 a 3,6 mg por lâmpada,” escrevem os cientistas.

Cuidados

Eles argumentam que os testes usados pelas autoridades de saúde não conseguem captar todo o risco potencial das lâmpadas compactas porque elas “liberam vapor de mercúrio continuamente quando se quebram.

A emissão pode durar semanas e até meses, e a quantidade total de mercúrio que pode ser liberado em vapor a partir das lâmpadas fluorescentes compactas mais novas muitas vezes pode exceder 1.0 mg,” afirmam.

“Como o vapor de mercúrio pode ser facilmente inalado pelas pessoas, a remoção rápida das lâmpadas fluorescentes compactas quebradas e a ventilação suficiente dos locais com ar fresco são fundamentais para proteger as pessoas de danos em potencial,” concluem.

O alerta do Ministério do Meio Ambiente britânico

Alerta do Ministério Britânico do Meio Ambiente

Já que nossas Secretarias do Meio Ambiente nada informam sobre os perigos das lâmpadas fluorescentes à população, devemos seguir as instruções do Ministério da Saúde britânico para evitar os graves danos causados pelo mercúrio à sua saúde e principalmente ao meio ambiente:

Lâmpadas de baixa energia, são perigosas quando se quebram! Em caso de quebra acidental todo mundo vai ter que sair da sala/quarto, pelo menos por 30 minutos, devido aos vapores tóxicos do Mercúrio que se espalham pelo ambiente!

As lâmpadas que contêm Mercúrio (venenoso), causam enxaqueca, desorientação, desequilíbrios e diferentes outros problemas de saúde quando seus vapores são inalados.

Em pessoas com alergias, causa problemas de pele e outras doenças graves se for tocado e/ou inalado.

Além disso, o ministério da saúde britânico alertou para não usar aspirador de pó para coletar os restos da lâmpada quebrada , pois a contaminação (por mercúrio) se espalhará em outras regiões da casa quanto você estiver usando o aspirador de pó novamente.

Como recolher/descartar os cacos da lâmpada

1) Se tiver em casa uma máscara descartável (daquelas usadas para proteção do vírus da Gripe H1N1), use-a evitando inalar o vapor do Mercúrio.

2) Use uma luva de borracha para pegar cuidadosamente os cacos da lâmpada quebrada, inclusive o que sobrou dela.

3) Coloque os cacos/sobras da lâmpada sobre um pano/flanela velha (nunca use jornal) embrulhando bem, e coloque (o pano com os cacos) dentro de um saco plástico. Amarre a boca do saco plástico.

4) Descarte o saco plástico (com os resíduos da lâmpada) em local adequado para descarte de baterias de celular ou pilhas comuns (algumas lojas e supermercados tem este serviço).

5) Passe adiante esta informação

Avisos:

O mercúrio é mais venenoso que o chumbo ou arsênico!

Contêineres de lixo orgânico não devem ser usados para o descarte de lixo altamente poluente como lâmpadas fluorescentes, pois o mercúrio contamina nosso solo e nossa água!

Fontes:

http://www.abq.org.br/cbq/2011/trabalhos/5/5-37-9939.htm

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=mercurio-liberado-lampadas-fluorescentes-compactas-pl&id=6685&nl=nlds

http://endofmen.wordpress.com/2009/01/11/the-coming-horror-of-eco-bulbs-or-cfl/

Leia mais sobre os contêineres de lixo em Porto Alegre:

Os contêineres da ignorância

Yoshihiko Tonohira: governo omitiu informações sobre acidente nuclear de Fukushima

Yoshihiko Tonohira fala sobre suas ações anti-nucleares. Foto: Cesar Cardia

Depende da população a decisão de não corrermos mais riscos de desastres nucleares. Sem a pressão popular os governos nada farão!

Isso poderia ser a síntese do que foi debatido com o monge japonês Yoshihiko Tonohira e sua filha Yuko, na palestra promovida pela AGAPAN no dia de 23 de janeiro na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Mesmo com a dificuldade do idioma, Yoshihiko e Yuko palestraram em japonês com tradução consecutiva, todos os que participaram da palestra mostraram grande entendimento com o tema: o acidente na Usina de Fukushima e o perigo nuclear.  Yoshihiko Tonohira fez críticas ao comportamento do governo japonês ao omitir informações sobre os níveis de radiação na área de Fikushimapara a população do país, porém passando essas informações para as bases militares estadounidenses imediatamente, para que essas bases fossem evacuadas se julgassem necessário.

Apontou também, segundo a opinião pública japonesa, os responsáveis pelo grave acidente: a empresa de eletricidade que administra a usina com a cumplicidade do governo japonês.

A imprensa japonesa também foi criticada, pois criou uma falsa imagem da reação da população e da estranha valorização de ações das forças militares japonesas após o problema de Fukushima.  A imprensa foi usada pelo governo para “maquiar” dados e informações e com isso a população que ignorava os dados e informações reais, ficou exposta a riscos ainda maiores.

Yuko criticou os panfletos do governo que pouco esclareciam a população. Foto: Cesar Cardia

Yuko, sua filha e participante de movimentos eco-feministas, mostrou panfletos do Ministério da Saúde que nada diziam sobre o que fazer caso alguma criança fosse contaminada pela radiação. Complementou as críticas de seu pai à imprensa, pelo modo que o tema foi noticiado e também pela apologia ao esquema militar japonês durante a crise. Deixou claro que os grandes incentivadores desse tipo de energia são os esquemas militares, traçando um paralelo entre Japão e Brasil: no Japão a energia nuclear foi imposta pelos militares dos Estados Unidos que ocuparam e administraram o país após o fim da segunda guerra e no Brasil o modelo foi aplicado durante a ditadura militar.

Palestra sobre Fukushima e energia nuclear - Foto: Cesar Cardia

Algumas perguntas de Yoshihiko e Yuk continuam sem respostas.  “Como fazer uma evacuação em massa de área densamente habitada caso surja necessidade para isso?”

Palestra sobre Fukushima e energia nuclear - Foto: Cesar Cardia

“Como acreditar nas informações do governo que os níveis de radiação dentro do reator avariado estão estáveis e que não existe a possibilidade do problema se agravar se para isso existe a necessidade de fazer estudos “in loco” – o que ainda não foi possível fazer – por técnicos altamente qualificados?”

Palestra sobre Fukushima e energia nuclear - Foto: Cesar Cardia

Atualmente no Japão, apenas 4 das 54 usinas nucleares estão em funcionamento. Isso foi decidido após o acidente de Fukushima, o governo está revisando a segurança das demais. No final da palestra todos concordaram que é necessário uma mobilização mundial para desativar as usinas nucleares, pois os problemas que um único acidente cause terão reflexos em todo o planeta.

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Outras oportunidades para assistir as palestras:

25/1-Painel: Movimento pacifista, antinuclear, direito da minoria Aynu e diálogo interreligioso.
Palestrantes: Yoshihiko Tonohira
Local: Cais do Porto – Armazém 6
Horário:11h30min
Língua: Japonês – Tradução Consecutiva

25/1- Painel: Ecofeminismo, movimento anti-nuclear, pacifismo e direitos humanos
Palestrante: Yuko Tonohira
Local: Cais do Porto – Armazém 6
Horário: 14h
Língua: Inglês/Japonês – Tradução Consecutiva

25/01 – Painel: Feminismo e Ecologia: Mulheres em Luta contra o Capitalismo Verde
Horário: 9h
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Sala Lili Inventa o Mundo

No jornal Correio do Povo:

Debate anti-nuclear no Fórum Social Temático

Um corvo estende suas asas em um posto dentro da zona de exclusão de 30 km ao redor do reator nuclear de Chernobyl perto da aldeia de Babchin, Bielorrússia, em 23 de dezembro de 2009. O letreiro diz: "perigo de radiação". (Reuters / Vasily Fedosenko) Fonte: In Focus - The Atlantic

AGAPAN traz palestrante japonês a Porto Alegre, para falar sobre sua ação anti-nuclear e Fukushima

Debate acontece durante programação do Fórum Social Temático.

Foto: Japan Focus

No próximo dia 23, às 14h, na sala Fórum Democrático, no térreo da Assembleia Legislativa do RS, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) promove debate sobre a tragédia nuclear de Fukushima, a recente conquista de direitos dos Aynu, cultura tribal tradicional existente na ilha de Hokkaido, norte do Japão, o movimento ecológico, o ecofeminismo e outros movimentos sociais do Japão contemporâneo. O palestrante será Yoshihiko Tonohira, monge budista da tradição Terra Pura, e sua filha Yuko Tonohira, que estarão em Porto Alegre de 18 a 25 de janeiro. O debate tem entrada franca e integra a programação do Fórum Social Temático que acontece na Região Metropolitana, de 24 a 29 de janeiro. No dia 25, eles palestram no Armazém 6 do Cais do Porto, às 9h e às 14h.

Vista aérea do reator daniificado da Central Nuclear de Fukushima tirada pelo Serviço de Foto Aérea em 24 de março de 2011. (Reuters / Foto Air Service) - Fonte: In Focus - The Atlantic

Yoshihiko e sua filha Yuko Tonohira participam ainda de palestras e encontros no Centro de Estudos Budistas Bodissatva, na comunidade Zen Águas da Compaixão (dia 20, sexta-feira, às 19h), Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores de Porto Alegre e entrevistas com a imprensa.

Os Tonohira são budistas, originários de Hokkaido e têm uma cultura familiar religiosa, profundamente envolvida com o pacifismo, o movimento ecológico, o movimento anti-nuclear, os direitos das minorias étnicas, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. O monge Yoshihiko tem 65 anos. É o superior do Templo Ichijoji, Jodo Shinshu Hompa Honganji (Terra Pura), localizado em Fukagawa, cidade próxima de Sapporo, capital de Hokkaido. Atualmente é considerado uma grande liderança religiosa do budismo japonês e a sua vinda é esperada com muita expectativa por budistas brasileiros, ecologistas e organizadores do Fórum Social Temático. Sua filha Yuko, tem 31 anos, é formada em desenho industrial nos Estados Unidos e atualmente vive em Nova Iorque, onde atua no movimento eco-feminista e anti-nuclear. Seu filho, Makoto Tonohira, de 33 anos, também é monge budista da Terra Pura e formado em Estudos Budistas. No momento Makoto está em Fukushima, trabalhando como voluntário no socorro das vítimas do acidente da central nuclear atingida pelo tsunami.

Uma rua vazia atravessa a cidade deserta de Minami Soma, Município de Fukushima, Japão, dentro da zona de evacuação, estabelecida para o raio de 20 quilómetros em torno dos reatores nucleares - quinta - feira, 7 de abril, 2011. (AP Photo / David Guttenfelder) Fonte: In Focus - The Atlantic

“A imprensa mundial não está informando a opinião pública sobre a situação das populações atingidas pela radiatividade, a poluição radiativa no mar e seus efeitos sobre a pesca e a alimentação do país, e as possibilidades de resfriamento e de impedimento da fusão do núcleo do reator e da sua possível explosão”, destaca Celso Marques, conselheiro da Agapan, ao afirmar que a situação é “escandalosa” e que a perspectiva da usina contaminação por plutônio é de desastre, pela contaminação dos alimentos, da água, das pessoas, muitas fugindo para outras regiões. “Caso a fusão do núcleo venha a acontecer, o pior ainda está por vir. Estamos desinformados sobre o que está acontecendo e sobre as perspectivas de evolução dos acontecimentos em Fukushima”, lamenta Marques.

Um cemitério de equipamentos e veículos altamente contaminadas pela radiação, perto da usina nuclear de Chernobyl, em 10 de novembro de 2000. Cerca de 1.350 helicópteros militares, ônibus, tratores, navios, motores, carros de bombeiros e ambulâncias foram usadas ao mesmo tempo no acidente nuclear de 26 de abril de 1986. Todos foram contaminados durante a operação de limpeza. (AP Photo / Efrem Lukatsky) Fonte: In Focus - The Atlantic

Para o ecologista, no Brasil não existe uma discussão pública a respeito dos riscos e dos custos socioambientais da energia nuclear. “Mesmo depois dos acidentes de Chernobyl e de Fukushima, o governo brasileiro, autocraticamente, dá sinais de pretender dar continuidade à construção de novas centrais nucleares”, diz, ao salientar que, “nessa conjuntura, a vinda de Yoshihiko e Yuko Tonohira a Porto Alegre e São Paulo representa uma oportunidade única para termos informações de primeira mão sobre a situação da questão nuclear e dos movimentos sociais no Japão”, finaliza Marques.

Em 12 de novembro de 2011, trabalhadores com roupas de proteção e máscaras esperam para entrar no centro de operação de emergência na usina nuclear de Fukushima. Aqueles que vivem perto da usina de Fukushima enfrentam um fardo a mais além das perdas sofridas: o medo da radiação. (AP Photo / David Guttenfelder) Fonte: In Focus - The Atlantic

Com informações da Assessoria de Imprensa da Agapan/RS

– Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

Terrível: Chernobyl Victims  (imagens chocantes)