Augusto Carneiro, um dos pioneiros do ambientalismo brasileiro

Os 90 anos de Augusto Carneiro

Augusto Carneiro e a vereadora Fernanda Melchionna - setembro de 2012 - Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Augusto Carneiro e a vereadora Fernanda Melchionna – setembro de 2012 – Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

No próximo dia 31 de dezembro o ambientalista Augusto Carneiro completará 90 anos com muitas histórias para contar.

“Seu Carneiro”, como é conhecido, colaborou na luta pela preservação das árvores da Rua Gonçalo de Carvalho, quando distribuiu em sua banca de livros sobre ecologia (na Feira Ecológica da Redenção) nossos panfletos para esclarecer a população e também pedindo uma nova Audiência Pública para discutir o projeto, no final de 2005.

Participando da Audiência Pública do projeto dos "Túneis Verdes" em maio de 2012 - Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Participando da Audiência Pública do projeto dos “Túneis Verdes” em maio de 2012 – Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Texto, de outubro de 2007, da jornalista Clarinha Glock:

O ambientalista Augusto Carneiro e suas histórias

A pasta de couro surrada o acompanha há anos, desde que era membro do Partido Comunista (do qual foi expulso depois de denunciar as atrocidades cometidas por Stalin). Nela, Augusto César Cunha Carneiro carrega a vida em papéis: são artigos seus e do amigo José Lutzenberger, companheiro e mestre na luta em defesa do meio ambiente. De vez em quando, leva também um dos livros e várias das fotos de parques, praças e árvores que ajudou a plantar e a implantar e que hoje compõem parte de sua rica biblioteca. Na forma de xerox, suas idéias são espalhadas em panfletos distribuídos em eventos e na Feira Ecológica da Rua José Bonifácio, em Porto Alegre, em uma barraca de livros à venda, aos sábados pela manhã.

Em sua barraca de livros, sempre escutando todos e nessa ocasião pedindo o VETO ao novo Código Florestal - Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Em sua barraca de livros, sempre escutando todos e nessa ocasião pedindo o VETO ao novo Código Florestal – Foto: Cesar Cardia/Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Carneiro é um daqueles velhinhos de cabelos brancos e coração a 100 por hora. Tem 84 anos e uma energia invejável. Já foi contador, advogado, funcionário público e naturista. Seu currículo inclui a fundação da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e da Pangea Associação Ambientalista. Ele é membro do Conselho da Fundação Gaia, e já atuou no conselho do DMAE.

Carneiro e Lutzenberger:  criação da AGAPAN em 1971

Carneiro e Lutzenberger: criação da AGAPAN em 1971

Tive o privilégio de ouvi-lo contar sua vida e pude registrar suas histórias em DVD. O trabalho, feito por uma cinegrafista amadora como eu, talvez deixe a desejar em técnica, mas é recheado de tanta vida, que a imagem por vezes sem foco perde importância diante do conteúdo. As conversas que tive com Carneiro renderam cinco DVDs que foram doados à Fundação Gaia. Cada pedaço da memória ali registrado ajuda a recompor as aventuras e as lutas dos ambientalistas dos anos 70 para cá. Estão ali as histórias da criação da Agapan, do Parque do Lami, do estudante Dayrell que subiu numa árvore para evitar que fosse derrubada (o vídeo Carneiro e Dayrell, disponível no YouTube, dá uma amostra).

Lutzenberger e Carneiro

Lutzenberger, Carneiro e Magda Renner em 1988, participando do AGAPAN Debate sobre Arborização Urbana na E.E.E.F. Anne Frank

Fiel escudeiro de Lutzenberger, mas nem sempre tão lembrado como ele, Carneiro foi homenageado durante o 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental realizado de 10 a 12 de outubro de 2007 no Salão de Atos da Ufrgs, em Porto Alegre. Recebeu uma placa de reconhecimento dos ecojornalistas na abertura do encontro e o vídeo com um resumo de suas histórias no encerramento.

Palestrando nos 24 anos da AGAPAN, em 1995 - Foto: arquivo AGAPAN

Palestrando nos 24 anos da AGAPAN, em 1995 – Foto: arquivo AGAPAN

Mas Carneiro ainda tem muito pela frente, não pode parar. Em sua casa ainda mantém um enorme arquivo sobre meio ambiente, que aos poucos vai repassando para entidades como a Fundação Gaia e o Núcleo Amigos da Terra. São pastas e mais pastas com recortes de jornais antigos, artigos de José Lutzenberger, Henrique Roessler, além de livros que recontam a história de parques, praças e da cidade de Porto Alegre. Material precioso de pesquisa, sua angústia no momento é como organizar e armazenar tudo isso em um só lugar, com o devido respeito, para que a história não se perca.

Fonte: Posted 17th October 2007 by Clarinha Glock

Entrevista em vídeo, pela jornalista Clarinha Glock:

Naturista, ecologista e um dos fundadores da Agapan, a história de Augusto Carneiro se confunde com a do movimento ambientalista do Rio Grande do Sul.

Está prevista uma homenagem ao ambientalista Augusto Carneiro no dia 5 de janeiro pela manhã, junto a sua banca de livros na Feira Ecológica da Redenção.

Presente na homenagem que a Câmara Municipal prestou aos 40 anos da AGAPAN em 2011 - Foto: CMPA

Presente na homenagem que a Câmara Municipal prestou aos 40 anos da AGAPAN em 2011 – Foto: CMPA

Candidata cai mais um pouco

Existem candidatas (os) que em campanha eleitoral apresentam propostas para “valorizar o Meio Ambiente” mas que votaram CONTRA o Código Florestal.

Segundo o Datafolha a candidata que votou favoravelmente ao projeto do Aldo Rebelo, pelo desmonte do Código Florestal, continua em queda livre.

Do G1:

O Datafolha divulgou, nesta quinta (27), a quarta pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Porto Alegre neste ano.

A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

Em relação à pesquisa anterior, José Fortunati foi de 41% para 47%. Manuela passou de 30% para 24% e Adão Villaverde foi de 7% para 9%. Segundo o Datafolha, se a eleição fosse hoje, o prefeito seria reeleito no primeiro turno.

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2012/noticia/2012/09/fortunati-abre-vantagem-e-vai-47-em-porto-alegre-diz-datafolha.html

Parece que tentar vender uma imagem de preocupação com o Meio Ambiente, só agora na época da eleição, surtiu efeito contrário na população de Porto Alegre.

A gente morre e não vê tudo: candidata a prefeitura que como deputada votou pelo DESMONTE do Código Florestal, agora usa o desenho de uma ÁRVORE para pedir votos… Dia 22 de setembro de 2012 – Parque da Redenção – Porto Alegre. (Facebook dos Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho)

Sempre é bom lembrar

Existem candidatas (os) que em campanha eleitoral apresentam propostas para “valorizar o Meio Ambiente” mas que votaram CONTRA o Código Florestal.

Certamente este deve ser um dos motivos do aumento de rejeição ao nome da candidata Manuela em Porto Alegre.

Segundo o Datafolha:

AUMENTA REJEIÇÃO À MANUELA E À WAMBERT DI LORENZO

A rejeição a Manuela d´Ávila passou de 15% para 19% desde a última semana de agosto e agora a candidata do PC do B lidera a lista dos candidatos em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum ao lado de Villa (18%) e Wambert di Lorenzo (16%). Eles são seguidos por Roberto Robaina (12%), Fortunati (12%), Erico Correa (10%) e Jocelin Azambuja (10%).

Em Porto Alegre, há ainda 17% dos eleitores que não rejeitam nenhum dos nomes que disputam a prefeitura, e 5% que rejeitam todos. Questionados em qual candidato não votariam de jeito nenhum, 17% não souberam responder.

Entre os eleitores com idade entre 45 e 59 anos, a rejeição a Manuela cresceu de 17% para 25%, e entre os que têm 60 ou mais, passou de 11% para 20%. A rejeição à candidata também avançou entre os eleitores com ensino fundamental (de 10% para 17%);

Texto completo aqui: http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=1233

Em 11 de dezembro de 2009: Não saiu na mídia

Atualização em 18 de setembro:

No Sul21

Fortunati amplia vantagem sobre Manuela, segundo nova pesquisa

Vetos ao Código Florestal e MP permitem desmatamentos

Representantes de organizações da sociedade civil criticaram nesta segunda-feira os vetos da presidente Dilma Rousseff ao Código Florestal e também se posicionaram contra a medida provisória publicada nesta segunda para preencher lacunas na legislação ambiental.

Em coletiva nesta tarde, representantes da Instituto Sócioambiental (ISA), da WWF- Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e de outras entidades, afirmaram que tanto os vetos quanto a MP mantém a anistia a desmatamentos.

“A presidente Dilma perdeu uma oportunidade de poder, com o apoio da sociedade, mostrar que o Brasil quer de fato ir para o século 21 e ter uma legislação que dê orgulho ao mundo na proteção das nossas florestas”, disse Raul do Valle, do ISA.

“Saiu um veto que é uma colcha de retalho e esse veto é insuficiente para aquilo que a gente quer construir para o país”, afirmou Alexandre Conceição, do MST.

Destacando a proximidade da conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU -a Rio+20- que ocorrerá em junho no Brasil, os representantes apontaram ainda como “absurdo” um inciso inserido no código por meio da MP publicada nesta segunda, que permite o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APP) com espécies exóticas, como eucaliptos, por exemplo.

“O Brasil está legalizando que áreas ambientalmente importantes não serão mais protegidas”, afirmou Valle.

As APPs são regiões a serem protegidas em encostas, beiras de rios e topos de morros, com a função de preservar recursos hídricos, estabilidade geológica e biodiversidade, entre outros.

A MP restaura o primeiro artigo da lei, citando a proteção às florestas e à vegetação nativa como um dos princípios do código ambiental.

Para os representantes da sociedade civil, o artigo pode ajudar a proteger o meio ambiente em embates judiciais, mas o que vale e será aplicado são as regras ao longo dos demais artigos da legislação.

“O Artigo 1o estabelece uma série de princípios relevantes para a interpretação da lei. Mas eles não são auto-aplicativos. Não são dispositivos que definem ações concretas da administração. São princípios que podem ser utilizados num eventual embate jurídico”, explicou André Lima, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

“O que define a essência concreta da lei é o que está dito que será ou não será feito pela própria palavra da Lei.”

Valle classificou a MP e o texto que resultou dos vetos como “uma lei incongruente, que gerará seguramente muitas e muitas ações judiciais”.

“Quem lê a primeira parte dela acha que é uma lei de preservação. Quem lê a segunda parte sabe que ela é uma lei de anistia”, disse Valle.

Pedro Gontijo, secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reconhece que a interrupção de crédito agrícola por parte de bancos públicos a agricultores que não estiverem regularizados, prevista na MP, é positiva. Afirma, no entanto, que no aspecto geral, a legislação ambiental foi prejudicada

“Acaba que algum aspecto ou outro que poderia ser considerado como importante, interessante, adequado, ele se perde no conjunto de aspectos”, explicou.

O governo detalhou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, os 12 vetos ao código e a MP que pretende regulamentar os pontos que ficaram em aberto.

Dentre os artigos retirados do texto da lei, está o que regularizava ocupações e desmatamentos em APPs ribeirinhas.

O Código Florestal foi aprovado pelo Congresso em abril, mas já estava em discussão há mais de uma década.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello – Reuters)

Dia da Terra em 2035

Preocupações dos Magistrados sobre o novo Código Florestal

Em anexo (PDF), a carta da Associação dos Magistrados do Brasil e da Associação dos Juízes Federais para a Presidenta Dilma, acentuando as ilegalidades do novo Código Florestal.

Clicar no link abaixo para abrir o documento:

AMB-AJUFE – CÓDIGO FLORESTAL

Deputado escutou muitos “Veta TUDO, Dilma!”

Do Jornal do Comércio de hoje:

Protestos marcam debate sobre o código na Capital

Protestos contra o novo Código Florestal em Porto Alegre – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Não faltaram protestos e xingamentos na reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa que recebeu, ontem, o relator do Código Florestal, deputado federal Paulo Piau (PMDB/MG). O encontro, que foi realizado no Espaço da Convergência do parlamento, reuniu deputados, produtores rurais e ambientalistas para discutir o texto aprovado na Câmara Federal. No entanto, o que era planejado para ser um encontro de “esclarecimento” sobre a nova lei se transformou em um palco para as divergências entre ruralistas e ecologistas.

O relator do código disse que veio a Porto Alegre para esclarecer o que considera “distorções da mídia” sobre a legislação aprovada. “Vim para contar a verdade do que está escrito, e não aquilo que estão dizendo que está no texto.” Segundo Piau, uma das afirmações errôneas contra o código é a crença que ele vai acelerar o desmatamento no Brasil. “O que está escrito não estimula derrubar uma só arvore no território brasileiro, e todo dia ouvimos que o código vai estimular isso.”

Protestos contra o novo Código Florestal em Porto Alegre – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Entretanto, os ambientalistas acreditam que novo código possui um viés ruralista. Os manifestantes levantaram cartazes da campanha “Veta tudo, Dilma”, defendendo o veto total da presidente à nova legislação, e distribuíram panfletos contra o texto. “Ele encerra uma proposição que toda legislação de proteção ao meio ambiente tem que ser derrubada e substituída por uma lei flexível para quem quer ocupar espaços florestais com o agronegócio”, afirmou José Fonseca, integrante do Comitê Gaúcho de Defesa das Florestas.

Protestos contra o novo Código Florestal em Porto Alegre – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Já o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Elton Weber, destacou a necessidade de estabelecer parâmetros legais para as propriedades rurais no mais breve tempo possível. “Precisamos definir isso agora. A pior coisa que tem para um produtor é viver em intranquilidade jurídica, com ameaça de toda hora não poder plantar mais em determinado local, ou ser multado.”

Protestos contra o novo Código Florestal em Porto Alegre – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Para o deputado Piau, a presidente Dilma Rousseff deverá vetar alguns pontos do texto aprovado pela Câmara, mas não sua integralidade. “Acreditamos que alguma parte ela ira vetar, mas não um veto total, que ganharia alguns aplausos dos ambientalistas na Rio+20, mas prejudicaria o Brasil inteiro. Então acredito que na sensibilidade da presidente, ela não tomará uma medida eleitoreira, mas vai tomar uma decisão pelo País.” No entanto, o relator do texto afirmou que, caso a presidente vete itens da “essência do projeto”, sua decisão deverá ser derrubada pela Câmara Federal.

Ontem, o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, declarou que Dilma Rousseff vetará de 12 a 14 artigos do Código Floresta. De acordo com Minc, a presidente não permitirá um retrocesso nas vésperas da Rio+20. O secretário também afirmou que a presidente deverá elaborar uma Medida Provisória para impedir que haja um vácuo legislativo. “Se vetasse integramente, valeria o código atual, que também tem muitos problemas” afirmou Minc.

Ao vetar vários artigos estruturantes, como anistia, redução de APPs (áreas de preservação permanente), redução (de faixa de floresta) das margens dos rios, pecuárias das encostas, sobre estes pontos não haveria uma legislação. A MP entraria imediatamente em vigor depois de sua publicação.

A estratégia da presidente Dilma, de acordo com Minc, será aproveitar o texto aprovado pelo Senado. Desta forma, a presidente conseguiria apoio para que seus vetos não sejam derrubados. “O que ainda está sendo estudado é a extensão do veto e os termos da MP”, disse Minc.

Link para o texto do Jornal do Comércio: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=93940

Trecho da matéria do Sul 21:

Relator do novo Código Florestal participa de sessão acalorada na AL-RS

(texto de Felipe Prestes)

Deputado ouviu críticas duras de ambientalistas

A reunião da Comissão de Agricultura seria previamente das 14 às 16h, mas a apresentação de Paulo Piau se estendeu até as 15h30. Ainda assim, o relator do novo Código Florestal não saiu pela tangente e ouviu até as 17h as manifestações de ambientalistas, de representantes de entidades rurais e dos demais deputados. Depois, respondeu alguns pontos do que foi falado. Também no momento das manifestações, o clima foi quente, com ambientalistas interrompendo os contrários e deputados como Jerônimo Goergen (PP-RS) e Darcisio Perondi (PMDB-RS) respondendo com ironia a falas de defensores das florestas.

– Eu trabalho na Smam (Secretaria Municipal de Meio-Ambiente) – disse um jovem, que seria impedido de falar por fazer parte da mesma entidade ambiental que outra pessoa que já fizera uso da palavra.

Vereador e ambientalista Beto Moesch – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

– Tu não devias estar lá? – retrucou Jerônimo Gorgen, que acabou ouvindo uma resposta ácida do colega de partido Beto Moesch, vereador de Porto Alegre: — Eu também deveria estar na Câmara Municipal, mas a Câmara entendeu que era mais importante estar aqui.

Francisco Milanez, presidente da AGAPAN – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

O presidente da Agapan, Francisco Milanez, rebateu em sua fala o discurso nacionalista dos deputados ruralistas, afirmando que a Agapan, mais antiga entidade ambientalista do país, nunca teve dinheiro estrangeiro e que também há interesse estrangeiro no novo Código Florestal, como das multinacionais do alimento. “O discurso do relator é de uma incoerência nunca antes vista. Há interesses exóticos ao Brasil na Amazônia da Cargill, por exemplo, que tem um porto em Santarém”.

Milanez afirmou que nossos antepassados não tiveram má-fé ao desmatarem áreas como topos de morro ou beiras de rio, mas que fizeram isto por ignorância. Hoje, com o conhecimento científico ele defendeu que é preciso aumentar as áreas de floresta, até mesmo para os interesses dos produtores. “Estamos perdendo mais, safra após safra, pela irregularidade climática”.

Toda a matéria no site do Sul 21: http://sul21.com.br/jornal/2012/05/relator-do-novo-codigo-florestal-participa-de-sessao-acalorada-na-assembleia-gaucha/

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