50 anos da Campanha da Legalidade

Em 1961 o Rio Grande disse Não

População apoiando o Movimento de Resistência na Praça da Matriz em Porto Alegre - agosto de 1961 - Acervo do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

Hinos* que eram executados na “Rede da Legalidade” que funcionava no porão do Palácio Piratini:

*O Hino da Legalidade era cantado  pelas ruas e abria e encerrava os programas e noticiários da Cadeia da Legalidade, liderada pela Rádio Guaíba, a partir dos porões do Palácio Piratini. Seus autores foram Lara Lemos, Paulo César Pereio e Madelaine Rufier:

“Avante brasileiros de pé,
Unidos pela liberdade,
Marchemos todos juntos com a bandeira

Que prega a lealdade

Protesta contra o tirano
Recusa a traição
Que um povo só é bem grande
Se for livre sua Nação”.

Comitê de Resistência publicou jornal mimeografado

Publicação feita na sede do Mata-Borrão chamava a população a participar do movimento

Fonte: Sul 21 – Lorena Paim

Durante o movimento da Legalidade, a mobilização popular foi essencial para sustentar a pregação do governador Leonel Brizola pela solução constitucional, diante da crise política que se instalara no país. Espontaneamente ou com o apoio de partidos políticos, surgiram locais para centralizar as atividades. O mais importante, em número de voluntários que se alistaram, foi o 1º Comitê de Resistência Democrática, fundado em 27 de agosto de 1961, “às 11,15 horas”, como consta no Resistência, no Mata-Borrão, pavilhão de exposições localizado na Avenida Borges de Medeiros, esquina Andrade Neves, no Centro de Porto Alegre.

Foi nesse Comitê que surgiu o jornalzinho Resistência, inicialmente com duas páginas, em folhas do tipo ofício, mimeografadas. O advogado Victor Nuñez, que era diretor de Propaganda do Comitê, conseguiu localizar o primeiro exemplar da publicação, nos arquivos do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

O número 1 tem como data 29 de agosto e traz o apelo: “Aliste-se, Coopere, Contribua, Ajude!”. Nuñez não se recorda como era feita essa publicação, ou quem eram os redatores. Mas sabe que o efeito multiplicador foi enorme, com a tiragem de milhares de exemplares. Como os trabalhadores gráficos integravam a resistência popular, acredita que possam ter providenciado mais exemplares para a distribuição à população. Como o Mata-Borrão recebia doações de todos os tipos – móveis, máquinas de escrever e até mimeógrafos –, ele conclui que a confecção do boletim não foi difícil.

Leia o restante do texto aqui: http://sul21.com.br/jornal/2011/08/comite-de-resistencia-publicou-jornal-mimeografado/

Reprodução da edição número 1 do Resistência

Do Blog Cão Uivador:

Campanha da Legalidade – 50 anos

Entre o final de agosto e o começo de setembro de 1961, o Brasil esteve na iminência de uma guerra civil. O presidente Jânio Quadros, no poder há menos de sete meses, renunciou ao cargo no dia 25 de agosto denunciando a pressão de “forças terríveis”. Conforme previa a Constituição de 1946, o vice-presidente João Goulart deveria assumir a presidência. Só que este encontrava-se em viagem oficial à República Popular da China, e os ministros militares iniciaram um movimento golpista que tinha por objetivo impedir o retorno de Jango ao Brasil e, consequentemente, sua posse como Presidente da República.

Texto completo do post “Campanha da Legalidade” do Blog Cão Uivador, aqui:

http://caouivador.wordpress.com/2011/08/28/campanha-da-legalidade-50-anos/

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