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Cidadania

Cidadão em pleno

Julho 30, 2010 por Fundação José Saramago

Ser um cidadão em pleno, ou o melhor que se possa, tomar a seu cargo a própria responsabilidade, os seus deveres e os seus direitos… Isso dá muitíssimo trabalho.

Jorge Halperín, Conversas com Saramago. Reflexões desde Lanzarote, Icaria, Barcelona, 2002

Actuar

Por Fundação José Saramago

Nós somos o que somos mas também somos aquilo que fazemos.

“Uma longa viagem con José Saramago” Joao Céu e Silva, Porto Editora

Vítimas e cúmplices

Por Fundação José Saramago

Está a produzir-se um processo enganoso, do qual estamos a ser vítimas e ao mesmo tempo cúmplices, já que a globalização por um lado fragmenta tudo o que tem a ver com a vida das pessoas mas concentra tudo o que a organiza.

“Saramago assegura que a globalização é um totalitarismo”, El Mundo, Madrid, 19 de Maio de 2001

Fonte: Blog “Outros Cadernos de Saramago

Via Blog RS Urgente:

Porto Alegre será sede, de 25 a 31 de julho, do maior encontro nacional de geógrafos de todos os tempos do Brasil. São esperados cinco mil profissionais, professores, acadêmicos e estudantes no XVI Encontro Nacional de Geógrafos – Crise, Práxis e Autonomia: Espaços de Resistência e de Esperança, superando o último encontro realizado em São Paulo, em julho de 2008. O evento é organizado pela Associação de Geógrafos Brasileira (AGB), que conta com uma seção em Porto Alegre (rua Uruguai, 35/426). O diálogo de abertura será no dia 25, a partir das 17h30min, na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, com a presença do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e da geógrafa da USP, Ana Fani. O artista popular gaúcho Pedro Munhoz fará uma apresentação musical na abertura.

Os estudantes que virão de todos estados do País serão alojados em quatro escolas da capital (Escola de Aplicação UFRGS, Inácio Montanha, Padre Rambo e Emilio Meyer). Vários hotéis da rede hoteleira de Porto Alegre já estão lotados para período do evento. O encontro de geógrafos terá espaços para apresentações de mais de três mil trabalhos acadêmicos inscritos, debates, plenárias, mesas redondas. Haverá saídas de campo, oficinas diversas, feiras de livros, produtos e alimentos, e uma programação cultural todos os dias.

Os debates sobre o atual momento da Geografia no Brasil e no mundo serão divididos em sete mesas redondas simultâneas – de 26 a 28 de julho — e contarão com a participação de geógrafos de todo Brasil, assim como a participação de coletivos e pessoas ligadas aos movimentos sociais. Os assuntos estão divididos em sete eixos:

Eixo 1: Formação e experiência: a práxis dos Geógrafos
Eixo 2: Escalas da Crise: fragmentação e totalidade
Eixo 3: Autonomia da Geografia e geografias das subversões
Eixo 4: Espaços de resistência e de insurreições
Eixo 5: Linguagens, representações, tecnologias e resistência
Eixo 6: A educação como instrumento de autonomia e liberdade
Eixo 7: Dinâmicas da natureza, processos de apropriação e suas contradições

O local do evento será o Campus Central da UFRGS, para maiores informações acesse: www.agb.org.br/xvieng/index.php ou http://eng-2010.blogspot.com. Ou pelos telefones:

AGB-PA: (51) 30198190
Lara Schmitt: (51)92926179
Sinthia Batista (51) 98440868

O homem vem aí…

Papagaio no bairro Bom Fim - Porto Alegre

Quem votou contra e a favor das Florestas?

Fique de olho. Veja abaixo quem votou contra e a favor do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB).

Quem votou pela mudança do Código Florestal:
Aldo Rebelo Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
E-mail: dep.aldorebelo@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Anselmo Anselmo De Jesus (PT-RO)
E-mail: dep.anselmodejesus@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Duarte Nogueira Duarte Nogueira (PSDB-SP)
E-mail: dep.duartenogueira@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Eduardo Eduardo Seabra (PTB-AP)
E-mail: dep.eduardoseabra@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ernandes Amorim Ernandes Amorim (PTB-RO)
E-mail: dep.ernandesamorim@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Homero Homero Pereira (PR-MT)
E-mail: dep.homeropereira@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Luis Carlos Luis Carlos Heinze (PP-RS)
E-mail: dep.luiscarlosheinze@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Marcos Montes Marcos Montes (DEM-MG)
E-mail: dep.marcosmontes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Moacir Michelleto Moacir Micheletto (PMDB-PR)
E-mail: dep.moacirmicheletto@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Moreira Mendes Moreira Mendes (PPS-RO)
E-mail: dep.moreiramendes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Paulo Piau Paulo Piau (PPS-MG)
E-mail: dep.paulopiau@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Reinholds Stephanes Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
E-mail: dep.reinholdstephanes@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Valdir Colatto Valdir Colatto (PMDB-SC)
E-mail: dep.valdircolatto@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Quem votou contra mudança do Código Florestal:
Dr. Rosinha Dr. Rosinha (PT-PR)
E-mail: dep.dr.rosinha@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ivan Valente Ivan Valente (PSOL-SP)
E-mail: dep.ivanvalente@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Sarney Filho Sarney Filho (PV-MA)
E-mail: dep.sarneyfilho@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Ricardo Tripuli Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
E-mail: dep.ricardotripoli@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados
Rodrigo Rollemberg Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
E-mail: dep.rodrigorollemberg@camara.gov.br
Página na Câmara dos Deputados

Fonte: Greenpeace

A proposta do novo Código Florestal, aprovado pela comissão especial da Câmara dos Deputados, entrega bosques e florestas à sanha do desmatamento, como escreveu Flávio Tavares em sua coluna na Zero Hora de domingo passado (leia no post anterior, mais abaixo).

Mata nativa em Ipanema - Porto Alegre

Outro excelente texto sobre o assunto é este, do Juremir Machado da Silva:

Ecochatos e agrochatos

Juremir Machado da Silva – Jornal Correio do Povo

Nada como uma boa polêmica. Faz quatro dias que estou apanhando sem parar dos ruralistas por ter criticado a mudança do código florestal brasileiro. A argumentação dos meus oponentes tem a sofisticação de sempre: eu sou um ignorante, um preconceituoso, falo por ouvir dizer, deveria juntar eu mesmo o meu cocô para ajudar a resolver os problemas ambientais, etc, etc. Nunca um criticado me chamou de inteligente. Jamais um criticado meu deu razão. Pois, como sempre, eu li o projeto que altera o código florestal e tudo sobre ele. Faz parte dos meus hábitos. Gosto de estar armado até os dentes. Todas as contestações que me foram enviadas estão disponíveis em meu blog (www.correiodopovo.com.br).

O novo ângulo de ataque, ou de defesa, dos ruralistas é simples (ou simplório?): quem polui é a cidade. O campo só quer “produzir com dignidade”. É o jargão em voga. Imagino que todos os ambientalistas sejam ignorantes como eu. Tenho citado alguns especialistas cuja argumentação me impressiona, como o professor Paulo Brack, do Instituto de Biociência da Ufrgs. Deve ser um preconceituoso sem par. Outro dia, ouvi a argumentação do promotor Júlio de Almeida, do Ministério Público Estadual. Deve ser outro ignorante. As posições desse pessoal me parecem interessantes, mas, como sempre, penso por conta própria. Li e reli o conteúdo das mudanças. Elas almejam a redução ao mínimo das leis de proteção ambiental. Um dos meus críticos chamou essas leis de “entulhos”. Outro, sempre atuante, afirma que minhas opiniões são meramente ideológicas. Desconheço pessoas mais ideológicas do que os ruralistas. Eles acham, porém, que são neutros, imparciais, isentos e técnicos. Uau!

Alguns ficaram indignados por eu ter chamado ruralistas de agrochatos e de atrasados. Como se diz popularmente, nos olhos dos outros é colírio. Volta e meia, ouço de um ruralista a expressão ecochato ou a designação dos ambientalistas como esquerdistas atrasados. O vereador Beto Moesch (PP), severo crítico das mudanças do código florestal, é um esquerdista atrasado, um direitista anacrônico ou um ecochato? Ou mais um preconceituoso e ignorante que não entende os seus amigos nem a maioria dos integrantes do seu partido? Depois dessa polêmica, aprendi muito: nossos ruralistas são ecologista na cidade. Fazem tudo para proteger a natureza e acabam injustiçados por idiotas como eu.

A lista dos ignorantes é vasta. Começa com Marina Silva. Hoje, quem coloca a produção acima da defesa do meio ambiente, pratica um reducionismo. Quem defende que a natureza permaneça intocada em detrimento da produção de alimentos, também pratica um reducionismo. O Código Florestal em vigor, no entanto, está bem longe de querer manter a natureza intocada. As Áreas de Preservação Permanente, por exemplo, que alguns desejam extinguir, representam um ponto de equilíbrio. Nada mais. Diminuem a área de produção? Obviamente. Aumentam o espaço de preservação. Vou me atrever a dar uma sugestão aos meus oponentes: arranjem novos argumentos. A simples desqualificação como ignorante é argumento muito fraco.

Fonte: Blog do Juremir

Manifestação contra alterações no Código Florestal em Porto Alegre.

Carregando mudas de árvores nativas em uma caixão e ao som de marcha fúnebre, entidades ambientalistas protestaram neste domingo contra as alterações que congressistas querem fazer ao Código Florestal do Brasil (Lei 4771/65).

Cabe lembrar que o nefasto parecer do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) deverá ser apreciado em plenário da Câmara de Deputados após as eleições.

Manifestação contra alterações no Código Florestal em Porto Alegre.

Atores do grupo Depósito de Teatro, de Porto Alegre, realizaram performances que encenaram um cortejo fúnebre, carregando um caixão e pregando flores pretas nas camisetas do público que, curioso, acompanhava a marcha. Mudas de árvores nativas foram colocadas no asfalto, simbolizando a esperança de vida.

Manifestação contra alterações no Código Florestal em Porto Alegre.

A manifestação em Porto Alegre teve a presença de representantes de entidades ambientais, como AGAPAN, Mira Serra, SOS Mata Atlântica, Núcleo Amigos da Terra, Núcleo de Ecojornalistas do RS e o Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, além de movimentos sociais como Gae (Grupo pela Abolição do Especismo), Fórum de Entidades e integrantes de associações e movimentos de bairros, entre outros simpatizantes da causa ambiental.

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No jornal Zero Hora de hoje:

Crime & negócios

por Flávio Tavares*

Estamos todos perplexos, país afora, pelo tom macabro do assassinato de Eliza Samudio, até aqui anônima amante de Bruno das Dores, goleiro do Flamengo, do Rio, com quem teve um filho de poucos meses. Ele armou a cilada que levou ao sequestro em que a estrangularam – e o crime seria brutal se concluísse aí. Mas, depois, o ex-policial pago para estrangulá-la, esquartejou o corpo, desossou-o como rês em açougue, juntou os ossos num saco e deu a carne a famintos cães rottweiler.

Que crime é esse? Nem o mais perverso autor de folhetim policial ousaria inventá-lo, juntando tanta atrocidade!

Astro do futebol, Bruno ganha uns R$ 400 mil ao mês (entre salário e patrocínios) e, preso, confessou sua dor: a de não jogar na Seleção na Copa de 2014… Não fosse o tormento de consciência de um cúmplice adolescente (que revelou o horror), todos nós iríamos aplaudir o mandante do crime quando a maré da Copa invadir o Brasil, daqui a quatro anos.

Nada disto é tão grave, porém, quanto outro crime cujo andamento o país acompanhou passo a passo: o novo Código Florestal, aprovado por comissão especial da Câmara dos Deputados, que entrega bosques e florestas à sanha do desmatamento.

Sim, pois este foi um crime pensado e debatido ao longo de meses. Não foi um crime passional, em que paixão e ódio se misturam em estímulos mútuos, e a irritação pode desencadear crueldades como as do goleiro Bruno.

A Câmara Federal perpetrou algo ainda mais tresloucado, conduzida pela chamada “bancada ruralista” e sob comando do deputado Aldo Rebelo, do PC do B paulista, relator do projeto de reforma ao Código Florestal! A opinião de cientistas e técnicos não foi ouvida nem prevaleceu o bom senso. Predominou o interesse mesquinho de lucro a curto prazo. Nunca a vida nem o futuro. O deputado-relator sequer se lembrou de que o grande guia do seu partido chamou-se João Amazonas, cujo nome leva automaticamente à floresta.

De que valem os alertas sobre a fragilidade do planeta, sobre a necessidade de preservar rios e florestas para manter a própria vida na Terra? Agora, foram abolidos praticamente todos os obstáculos à devastação contidos no código atual.

Para coroar o crime insano (e talvez insanável), serão perdoadas as multas aplicadas a quem desmatou até julho de 2008, sob pretexto de “regularizar sua situação”. As multas – mais de R$ 8 bilhões – seriam usadas em políticas de reflorestamento. Mais terrível do que isso, porém, é o precedente de que a lei fixe data para legalizar o crime de desmatar!

O delito está em todas as partes. Ou não é crime prestigiar a um criminoso, aplaudi-lo, abraçá-lo como irmão?

O que foi a visita do presidente do Brasil ao facínora Obiang Mbasogo, que há 30 anos governa pelo terror a Guiné Equatorial, torturado rincão da África? Lula da Silva comprometeu-se até com o pedido do ditador de incorporar a Guiné à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, ainda que lá ninguém fale português.

“Negócios são negócios”, disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, justificando o gesto e em alusão ao petróleo.

O mesmo dirá o ex-policial Neném, que estrangulou Eliza, esquartejou e desossou o cadáver e, depois, o deu de comer aos cães. Afinal, “matador” é o seu ofício e “negócios são negócios”. Ou não?

*Jornalista e escritor

O Ministério Público Federal e as alterações no Código Florestal:

Gaúchos realizam vigília pelo Código Florestal no domingo, dia 11 de julho!

No próximo dia 11 de julho (domingo), às 10h, ambientalistas realizarão uma vigília para marcar a aprovação de mudanças catastróficas na legislação ambiental brasileira. A manifestação, que acontecerá no Parque da Redenção, contará com caixões e coroas de flores, simbolizando a morte do Código Florestal e também de bens fundamentais de nosso patrimônio natural, como a água, as florestas, a biodiversidade e a regulação do clima. A concentração para a manifestação será na esquina da José Bonifácio com a Osvaldo Aranha.

A Comissão Especial do Código Florestal na Câmara dos Deputados aprovou nesta semana diversas mudanças na legislação atual. As mudanças, defendidas pela bancada ruralista e pelo setor do agronegócio, haviam sido compiladas em um relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo no início de junho. O texto aprovado pela Comissão segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data definida para entrar em votação.

Entre as mudanças mais perigosas para o meio ambiente, estão a anistia para quem desmatou até 2008, o fim da Reserva Legal para propriedades de até quatro módulos, a diminuição das Áreas de Preservação Permanente e a autorização para que Estados e municípios legislem sobre o assunto.

MANIFESTAÇÃO PELO CÓDIGO FLORESTAL

DATA: 11 de julho, domingo, às 10h

LOCAL: Parque da Redenção (concentração na esquina da José Bonifácio com a Osvaldo Aranha)

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