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A consulta popular e as razões do Não

A polêmica sobre edificações pretendidas na Orla do Guaíba, onde se destaca, o “Pontal do Estaleiro”, na Ponta do Melo, tem as seguintes razões oriundas de pessoas de nossa sociedade, o que nos leva as seguintes considerações:

voto-nao1- A negativa de ocupação da Orla do Guaiba por edificações, manifestada por muita gente terá que ser levada a ser legitimada com a presença das pessoas aos locais de votação e assim quebrar a intenção dos especuladores imobiliários, de sua avidez pelo lucro;

2- Comenta-se de que, como os investidores desistiram dos blocos residenciais, o expediente processual em andamento no municipio, devia ser arquivado, pois a desistencia pública foi formalizada pelos interessados;

3- Como a Prefeitura insiste em manter sobrevida num assunto liquidado, em termos de mudança de rumo, ela está revelando teimosia inexplicável, e sem justificativa anunciada;

4- Ouve-se também que, como as razões legais foram amplamente divulgadas por ambientalistas, urbanistas e técnicos da qualidade do prof. Rualdo Menegat, em uma entrevista feita ao JC, em momento algum houve esclarecimento pelo Poder Público da citação destes documentos legais pertinentes;

5- A Consulta Popular trás à Comunidade a seguinte pergunta: “Além da atividade comercial – já autorizada – também devem ser permitidas edificações residenciais, na área da Orla do Guaíba, onde se localiza o antigo Estaleiro Só?’

Observe-se um dado aqui que, ao suprimir o sinal de interrogação desta pergunta, ela vira proposta afirmativa. Coincidência? Também, no bojo da pergunta, insinua-se que a atividade comercial está autorizada. Que falácia! Sabe-se por acaso qual o tipo de construção comercial está autorizada e qual sua altura final? O sr. vice prefeito disse, por sua vez, nos jornais que a altura dos prédios comerciais será a mesma, (por acaso são os 13 ou 14 andares, vistos em propaganda de marketing, para um projeto que ainda não existe e não se sabe como será sua elaboração?). Deve ser consultada a Lei Orgânica primeiro. Outrossim, poderíamos ter uma pergunta mais expressiva e curta como: Qual sua posição quanto a edificações residenciais na Orla? É O QUE SE QUER SABER.

Alem disso a pergunta poderá induzir de maneira subliminar de que toda a Orla do Guaíba possa receber edificações. Os menos avisados poderão entender assim. Isto porque nossa língua portuguesa é muito rica, pois um assunto pontual pode conduzir a conceitos genéricos, “democraticamente”.

Em nosso entender, como a Sociedade está jogada para ser confundida, temos que alertá-la de cuidar de seus interesses de cidadania e votar, no dia 23 de agosto consciente de dizer NÃO, e salvar sua paisagem gratuita para todos que sonhamos ter ali um PARQUE. A Prefeitura que pare de ser usurária e dar benesses aos poderosos e exigir deles obrigações difíceis de cumprir, quando não esquecidas.

Nestor Ibrahim Nadruz

Arquiteto e Urbanista, membro da AGAPAN

2º Coordenador do Fórum das Entidades da Câmara Municipal para acompanhamento da Revisão do PDDUA

Arquiteto Nestor Nadruz e o advogado Marçal Davi

Arquiteto Nestor Nadruz e o advogado Marçal Davi

Na quinta-feira – dia 25 de junho de 2009 – o vice-prefeito José Fortunati, que coordena a “Consulta Pública sobre o Pontal do Estaleiro”, recebeu representantes do Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba.

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Na ocasião foi entregue a seguinte carta:

DEFENDA A ORLA!

MOVIMENTO EM DEFESA DA ORLA DO RIO GUAÍBA

Porto Alegre, 1º de junho de 2009.

Sr. Coordenador:

Dirigimo-nos, respeitosamente, a esta Coordenação da Consulta Pública sobre o Projeto Pontal do Estaleiro, com o objetivo de buscar mais nitidez no entendimento do processo em curso e registrar algumas considerações.

O Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba é constituído por diversas organizações, muitas das quais também integram o Fórum de Entidades da Câmara Municipal, órgão colegiado de participação popular na revisão do PDDUA. Cabe registrar, que não concordamos com a metodologia de consulta encaminhada pela Câmara Municipal, que rebaixa o direito constitucional da cidadania ao Referendo. Neste aspecto, concordamos com o Prefeito, na redação original do projeto de lei.

Sabedores, pelas páginas dos jornais, do conteúdo da pergunta que será feita na Consulta Pública de 23 de agosto, relativa à Lei Complementar 614, causou-nos estranheza a referência à Lei Complementar 470, que não é objeto da Consulta.

Considerando que o nível de informação da opinião pública sobre a legislação municipal é precário, a confusão de leis na cédula tornaria ainda mais difícil a compreensão. Além do que, na forma como foi veiculada pela imprensa, a consulta sobre uma lei estará referendando à outra.

Outro aspecto a ser considerado é a composição e a estrutura da Comissão Coordenadora do processo de Consulta Pública. Vários aspectos nos instigam: é estranho que um processo de consulta popular sobre um projeto de lei seja coordenado pelo próprio proponente; a Câmara Municipal, responsável pela legislação, não integra a comissão; o Fórum de Entidades, órgão oficial de participação popular na revisão do PDDUA, não foi convidado. A Consulta Pública não poderia ser coordenada pelo Executivo Municipal, proponente do projeto de lei e nem pela Câmara Municipal, que aprovou o projeto com mais de 2/3 dos votos, outro ente público deveria ser chamado a coordenar o processo.

Encaminhamos estas considerações críticas, com o fito de contribuir para o andamento da Consulta Pública de uma forma imparcial e republicana, onde o principal objetivo seja o exercício da cidadania.

Atenciosamente,


Coordenação do Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba

Ao Coordenador da Consulta Pública sobre o Pontal do Estaleiro

MD Vice-Prefeito José Fortunati

Em mãos

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Definida ordem de votação na consulta sobre Pontal do Estaleiro

Não em primeiroNesta segunda-feira, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, foi realizado o sorteio da ordem das opções que irão aparecer na tela das urnas eletrônicas na “consulta popular” sobre o Pontal do Estaleiro. A opção NÃO, que indica ser o votante contrário à construção de prédios residenciais, vai encabeçar a tela, ficando o sim logo abaixo.  A votação está marcada para o dia 23 de agosto.

Com informações da página da Câmara Municipal de Porto Alegre

http://www.camarapoa.rs.gov.br/

Cuidado!

Façam um exercício de imaginação:

Pensem!

O que os defensores da construção de ESPIGÕES na Orla do Guaíba querem que os que não pensam como eles façam no dia 23 de agosto?

Será que eles querem que votemos CONTRA seus interesses?

Sabem bem que não nos convencerão a votar SIM…

Então vão torcer muito para que fiquemos em casa em vez de votar NÃO!

Sabemos bem como “eles” comportam-se nessas ocasiões, lembram da “Audiência Pública” sobre a Revisão do Plano Diretor em 2007???

Levaram trabalhadores e familiares que nem sabiam o que estavam fazendo lá, para votar com eles. Fretaram ônibus, pagaram lanches e fizeram promessas de empregos “futuros”.

Vejam aqui e lembrem do que ocorreu: http://poavive.wordpress.com/a-audiencia-publica/

Eles já tem seus planos feitos para levar “eleitores” que votarão SIM.

Entre seus planos deve estar também a população que não irá votar no NÃO, por acomodação, por preguiça ou por serem convencidos que participar da “consulta” irá contra seus princípios ideológicos…

Com isso, esperam a vitória do SIM !

Não façamos o jogo deles, no dia 23 de agosto PROTESTEM e VOTEM NÃO!


Vote Não ao Pontal

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