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Protesto nas galerias da Câmara - Foto: Eduíno de Mattos

Apesar de ser uma “crônica de morte anunciada” foi aprovada a Emenda 11, apresentada pelo Fórum das Entidades, que garante a preservação permanente das margens do Guaíba, não permititindo atividades que contribuam para descaracterizar ou prejudicar atributos e funções essenciais da orla de Porto Alegre. O objetivo da emenda é garantir no PDDUA o que já é previsto na Lei Orgânica do Município.

A leitura da carta das entidades - Foto de Eduíno de Mattos

No saguão da Câmara foi entregue para a imprensa um documento chamado “Carta Aberta aos Porto-Alegrenses”, que foi lida na ocasião por João Volino Corrêa, presidente da AMA e um dos coordenadores do Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba. Nela foi feito uma alerta à população sobre a importância do que está sendo decidido e a ameaça que representa um PDDUA que sirva apenas os interesses da indústria da contrução civil.

Segundo o site da Câmara:

Quinta-feira (19/11) -, haverá uma sessão extraordinária às 16 horas, exclusivamente para dar continuidade ao exame desse projeto que começou a ser examinado e votado ainda na tarde desta quarta-feira pelo plenário.

Os vereadores também decidiram realizar sessões extraordinárias no dia 23, segunda-feira, pela manhã, a partir das 9 horas, terça-feira (24/11) manhã e tarde, quarta-feira (25/11) pela manhã, quinta-feira (26/11) pela manhã e, se necessário, sexta-feira (27/11) pela manhã, além das sessões ordinárias de segunda, quarta e quinta-feira à tarde. O presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), espera ter concluída a votação até o dia 27 de novembro para em seguida colocar em votação o projeto de revitalização do Cais do Porto da Capital.

Foto de Eduíno de Mattos

Com informações da página da Câmara Municipal

Jornal do Comércio – edição impressa de 19/11/2009:

Moradores querem fiscalizar a votação

Fernanda Bastos, especial para o Jornal do Comércio

Lideranças comunitárias de 20 bairros de Porto Alegre estiveram ontem na Câmara Municipal onde lançaram um manifesto para que os moradores fiscalizem os vereadores durante a votação da revisão do Plano Diretor. Eles defendem ajustes como diminuição de alturas das edificações e a instituição de áreas de interesse cultural e ambiental, para preservar características dos bairros e o meio ambiente. O grupo teme que a revisão do Plano Diretor aumente as distorções da lei, se os parlamentares cederem a pressões econômicas.

Lideranças comunitárias de 20 associações de moradores estiveram ontem na Câmara Municipal para chamar a população de Porto Alegre a fiscalizar a votação do projeto de lei de revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. Eles querem que durante o processo a população fique atenta às alterações no documento que irá estabelecer as diretrizes para o planejamento da cidade.

Em manifestação no saguão da Câmara Municipal, os representantes leram uma carta direcionada aos moradores da Capital, em que criticam a condução da revisão pelos vereadores e pedem que os cidadãos deem mais atenção ao tema.

O grupo defende ajustes como diminuição de altura e aumento de recuos entre as edificações, e a instituição de áreas de interesse cultural e ambiental, para preservar características dos bairros e o meio ambiente.

Eles entendem que, até aqui, o resultado da revisão está sendo um “engodo democrático”, porque “os anseios da população não estão sendo respeitados”. Para os representantes da comunidade que assinam a carta, há “um jogo político” na condução do trabalho a fim de beneficiar o “empreendedorismo imobiliário inconsequente”.

O trecho final do texto, “Sim ao Plano Diretor da cidadania! Não ao Plano Diretor da especulação!”, foi adotado pelos representantes como espécie de bordão.

O grupo pretende acompanhar o trabalho do Legislativo para impedir que as demandas apontadas sejam derrubadas durante a votação. Ontem mesmo, após a manifestação, eles se postaram nas galerias, onde acompanharam o trabalho.

“Encaramos com temor essa votação, porque a vontade dos porto-alegrenses não está sendo atendida”, observou João Volino Corrêa, presidente da Associação dos Moradores da Auxiliadora.

Ele acredita que a mobilização pode evitar distorções, visto que as emendas propostas pelo Fórum de Entidades, em sua maioria, foram rejeitadas pelos parlamentares.

Corrêa cita volumetria, venda de índices construtivos e Áreas de Interesse Cultural (AICs) como os principais pontos de conflito entre a população e o Legislativo.

“Estão comprometendo o modelo de sustentabilidade da cidade. Vamos fazer pressão para que atendam ao apelo da população”, defendeu.

Na opinião dos ativistas, a preservação das AICs, um dos temas mais polêmicos da discussão, está sendo conduzida de maneira equivocada pelos vereadores.

O representante da ONG Solidariedade e coordenador do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, Eduíno de Mattos, acha que uma possível flexibilização da lei nos casos de projetos especiais em AICs pode trazer prejuízos à população.

Essa também é a reclamação da representante do Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Vila Assunção, Anadir Alba. “Estamos regredindo em relação ao projeto do Executivo, os vereadores estão votando algo pior”, opinou.

Notícia da edição do JC de 19/11/2009

Uma leitora do Blog mandou o seguinte comentário para o “post” Constrangimento ilegal na estrada das Três Meninas:

Alphaville, realmente sem qualquer planejamento colocaram asfalto nas três meninas e canos de esgoto somente nas entradas das ruas que desenbocam nas três meninas.
A rua Florestan fernandes fica a 100m do Portal do Alpha ville e após as obras, nos dias de chuva, tranforma-se em CACHOEIRA.
Tenho as fotos de hoje (13/11/09) é uma cachoeira rua abaixo…

VERA

Respondemos por e-mail, perguntando pelas fotos e se poderíamos postar no Blog. A Vera mandou as fotos com o seguinte comentário:

As fotos são minhas, segue em anexo p/ publicação.

A rua é: Florestan Fernandes (bairro Vila Nova).  Além do problema da água ficamos prejudicados com o estreitamento da saida da nossa rua, pois o Alphaville colocou dois canos um de cada lado da saida da rua, o que gerou estreitamento de 2 metros. Então ficamos sem visão para adentrar com os carros nas três Meninas. Adentramos nas três Meninas na sorte e rezando p/ não vir outro veiculo.
VERA
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Estrada das Três Meninas - Foto da leitora Vera - 13/11/09

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Estrada das Três Meninas - Foto da leitora Vera - 13/11/09

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Estrada das Três Meninas - Foto da leitora Vera - 13/11/09

Depois mandou outro e-mail, dizendo:

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Três Meninas - Foto da leitora Vera

Esqueci de dizer que só moramos aqui em razão da vista que temos, por enquanto….. Veja foto de hoje.
VERA

DSC00076-(7)Mensagem do conselheiro da RP7 no CMDUA, Eduíno de Mattos, recebida por e-mail:

CONSTRANGIMENTO PÚBLICO, EM VIA PÚBLICA : segunda-feira, 19 de outubro,  eu tinha que visitar um sítio de lazer lá próximo do morro São Pedro (Restinga), pois sou relator do projeto Kart Clube Casarin.

Antes disso, como fica no caminho, passei pela estrada das Três Meninas e fui tirando algumas fotos, foi então que parei em frente do número 1.400 – portal de entrada do CONDOMÍNIO ALPHAVILLE – estacionei o carro e caminhei um pouco para olhar o andamento das obras, NESTE MOMENTO ENCOSTOU UMA BLAZER 4X4 CINZA E DESCERAM “TRÊS GORILAS” UM DE GRAVATA, DOIS COM ROUPA ESPORTE E UM DELES TINHA UMA PISTOLA MILITAR NA CINTURA.

DSC00038-(3)Vieram em minha direção e um deles me perguntou: QUEM É O SENHOR ? O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI?

Eu disse que quem deveria se identificar eram eles, pois estava em uma via pública e ficaria lá quanto tempo desejasse, ora essa…!

Eu até poderia me identificar, mas não o fiz pois não tinha obrigação de fazer isso.

Acho que eles até me fotografaram, pois um deles estava com um celular desses “último tipo”, com câmera fotográfica, outro anotou a placa do meu carro, depois entraram na Blazer e ingressaram no condomínio Alphaville.

Ocorrência-policial---3-meninasPerguntei a um trabalhador da obra da estrada e ele me disse, ah esses caras são seguranças privados do Alphaville.

NA TERÇA DIA 20/10 REGISTREI UMA OCORRÊNCIA POLICIAL NA 15ª DELEGACIA E ENTREGUEI UMA CÓPIA AO SECRETÁRIO DA SPM, ALÉM DISSO REGISTREI EM ATA NO CMDUA.

Aí está o início da privatização dos espaços públicos e dos nossos direitos!

Eduino de Mattos

Conselheiro do CMDUA

Em tempo:

  • eu achei estranho ESTA PLACA DA PREFEITURA, da forma como está parece que a estrada está sendo pavimentada com dinheiro do O.P. ( ?) e é a prefeitura que está construindo.
  • o Felipe tem razão aquilo vai virar UMA PISTA DE CORRIDAS : vejam as fotos de como está ficando a PISTA/ESTRADA.DSC00067-(6)DSC00059-(5)
  • DSC00071-(5)Fotos de Eduíno de Mattos

José Lutzenberger costumava alertar seus colegas para que não comemorassem muito as conquistas do movimento: “Quando o assunto é ecologia, as vitórias são passageiras. As derrotas é que são definitivas”, dizia. Berço do ambientalismo brasileiro na década de 70 e pioneiro ao aprovar um Código Estadual de Meio Ambiente, em 2000, o Rio Grande do Sul pode dar alguns passos atrás na preservação da natureza caso o Projeto de Lei (PL) 154/2009, publicado em agosto no Diário Oficial, seja aprovado na Assembleia Legislativa

(Naira Hofmeister, na matéria do: Jornal Extra Classe
Já colocada aqui no Blog Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, com áudio do AGAPAN Debate: Novo código ambiental beneficia ruralistas)

edsonbrum

Por José Lutzenberger, 1988:

O verdadeiro desastre começou com aquilo que hoje designamos “progresso” e “desenvolvimento”. O pensamento básico deste novo contexto cultural faz com que queiramos sempre atingir eficiência Máxima em todos os nossos empreendimentos, eficiência esta, medida em termos de fluxo de dinheiro apenas, e quase nunca em termos de harmonia, sustentabilidade, integração, beleza, riqueza, de vida, etc.

Leia (e ouça) mais sobre a tentativa de alteração do Código Ambiental aqui:

Novo Código Ambiental Beneficia Ruralistas

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