Debate anti-nuclear no Fórum Social Temático

Um corvo estende suas asas em um posto dentro da zona de exclusão de 30 km ao redor do reator nuclear de Chernobyl perto da aldeia de Babchin, Bielorrússia, em 23 de dezembro de 2009. O letreiro diz: "perigo de radiação". (Reuters / Vasily Fedosenko) Fonte: In Focus - The Atlantic

AGAPAN traz palestrante japonês a Porto Alegre, para falar sobre sua ação anti-nuclear e Fukushima

Debate acontece durante programação do Fórum Social Temático.

Foto: Japan Focus

No próximo dia 23, às 14h, na sala Fórum Democrático, no térreo da Assembleia Legislativa do RS, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) promove debate sobre a tragédia nuclear de Fukushima, a recente conquista de direitos dos Aynu, cultura tribal tradicional existente na ilha de Hokkaido, norte do Japão, o movimento ecológico, o ecofeminismo e outros movimentos sociais do Japão contemporâneo. O palestrante será Yoshihiko Tonohira, monge budista da tradição Terra Pura, e sua filha Yuko Tonohira, que estarão em Porto Alegre de 18 a 25 de janeiro. O debate tem entrada franca e integra a programação do Fórum Social Temático que acontece na Região Metropolitana, de 24 a 29 de janeiro. No dia 25, eles palestram no Armazém 6 do Cais do Porto, às 9h e às 14h.

Vista aérea do reator daniificado da Central Nuclear de Fukushima tirada pelo Serviço de Foto Aérea em 24 de março de 2011. (Reuters / Foto Air Service) - Fonte: In Focus - The Atlantic

Yoshihiko e sua filha Yuko Tonohira participam ainda de palestras e encontros no Centro de Estudos Budistas Bodissatva, na comunidade Zen Águas da Compaixão (dia 20, sexta-feira, às 19h), Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores de Porto Alegre e entrevistas com a imprensa.

Os Tonohira são budistas, originários de Hokkaido e têm uma cultura familiar religiosa, profundamente envolvida com o pacifismo, o movimento ecológico, o movimento anti-nuclear, os direitos das minorias étnicas, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. O monge Yoshihiko tem 65 anos. É o superior do Templo Ichijoji, Jodo Shinshu Hompa Honganji (Terra Pura), localizado em Fukagawa, cidade próxima de Sapporo, capital de Hokkaido. Atualmente é considerado uma grande liderança religiosa do budismo japonês e a sua vinda é esperada com muita expectativa por budistas brasileiros, ecologistas e organizadores do Fórum Social Temático. Sua filha Yuko, tem 31 anos, é formada em desenho industrial nos Estados Unidos e atualmente vive em Nova Iorque, onde atua no movimento eco-feminista e anti-nuclear. Seu filho, Makoto Tonohira, de 33 anos, também é monge budista da Terra Pura e formado em Estudos Budistas. No momento Makoto está em Fukushima, trabalhando como voluntário no socorro das vítimas do acidente da central nuclear atingida pelo tsunami.

Uma rua vazia atravessa a cidade deserta de Minami Soma, Município de Fukushima, Japão, dentro da zona de evacuação, estabelecida para o raio de 20 quilómetros em torno dos reatores nucleares - quinta - feira, 7 de abril, 2011. (AP Photo / David Guttenfelder) Fonte: In Focus - The Atlantic

“A imprensa mundial não está informando a opinião pública sobre a situação das populações atingidas pela radiatividade, a poluição radiativa no mar e seus efeitos sobre a pesca e a alimentação do país, e as possibilidades de resfriamento e de impedimento da fusão do núcleo do reator e da sua possível explosão”, destaca Celso Marques, conselheiro da Agapan, ao afirmar que a situação é “escandalosa” e que a perspectiva da usina contaminação por plutônio é de desastre, pela contaminação dos alimentos, da água, das pessoas, muitas fugindo para outras regiões. “Caso a fusão do núcleo venha a acontecer, o pior ainda está por vir. Estamos desinformados sobre o que está acontecendo e sobre as perspectivas de evolução dos acontecimentos em Fukushima”, lamenta Marques.

Um cemitério de equipamentos e veículos altamente contaminadas pela radiação, perto da usina nuclear de Chernobyl, em 10 de novembro de 2000. Cerca de 1.350 helicópteros militares, ônibus, tratores, navios, motores, carros de bombeiros e ambulâncias foram usadas ao mesmo tempo no acidente nuclear de 26 de abril de 1986. Todos foram contaminados durante a operação de limpeza. (AP Photo / Efrem Lukatsky) Fonte: In Focus - The Atlantic

Para o ecologista, no Brasil não existe uma discussão pública a respeito dos riscos e dos custos socioambientais da energia nuclear. “Mesmo depois dos acidentes de Chernobyl e de Fukushima, o governo brasileiro, autocraticamente, dá sinais de pretender dar continuidade à construção de novas centrais nucleares”, diz, ao salientar que, “nessa conjuntura, a vinda de Yoshihiko e Yuko Tonohira a Porto Alegre e São Paulo representa uma oportunidade única para termos informações de primeira mão sobre a situação da questão nuclear e dos movimentos sociais no Japão”, finaliza Marques.

Em 12 de novembro de 2011, trabalhadores com roupas de proteção e máscaras esperam para entrar no centro de operação de emergência na usina nuclear de Fukushima. Aqueles que vivem perto da usina de Fukushima enfrentam um fardo a mais além das perdas sofridas: o medo da radiação. (AP Photo / David Guttenfelder) Fonte: In Focus - The Atlantic

Com informações da Assessoria de Imprensa da Agapan/RS

– Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

Terrível: Chernobyl Victims  (imagens chocantes)

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