Cinco anos da morte do Haeni

No dia 9 de janeiro de 2006 faleceu o dentista Haeni Ficht, líder do Movimento Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, fundador e primeiro presidente da AMABI – Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência.

Haeni, denunciou e liderou a resistência contra uma obra que ameaçava a rua onde morava, uma das mais belas e arborizadas ruas de Porto Alegre. Poucos meses após sua morte, em junho de 2006, a Fundação Pablo Komlós desistiu oficialmente da construção do teatro e do famigerado edifício-garagem no estacionamento do Shopping Total e a rua foi declarada Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Porto Alegre.

Infelizmente o Haeni morreu antes de ver a vitória da Gonçalo de Carvalho. Antes mesmo de ver tantas mensagens de apoio que vieram de lugares tão distantes e depois parabenizando pelo tombamento da Rua Gonçalo de Carvalho, a primeira via urbana declarada Patrimônio Ambiental de uma cidade latino-americana. Coisas da vida… Mas ele servirá de exemplo sempre que alguém pensar: “Não basta querer ter um mundo melhor, a gente tem é que fazer!“

Haeni Ficht e Marcelo Ruas questionam o anúncio da primeira Audiência Pública sobre as obras do teatro da OSPA.

Encerramento da reunião com o Hino Rio-Grandense.

Mais aqui:

Haeni Ficht

Mentes estreitas?

Mais que um direito, uma obrigação!

As ruas mais bonitas do mundo? As árvores fazem amigos!

Material distribuído pelos "Amigos da Gonçalo" pedindo apoios - 2005/2006

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2 pensamentos sobre “Cinco anos da morte do Haeni

  1. Uma homenagem que os amigos de Ficht poderiam levar a peito seria esclarecer as circunstâncias de sua morte, que não foram corretamente divulgadas, e cuja investigação foi bloqueada por ordem superior.
    Para reabrir o processo, seria necessário que uma pessoa de sua família constituísse um procurador legal, e tentasse ir ao fundo das coisas.
    Depois dos últimos acontecimentos de 2010, no âmbito do poder público municipal, inclusive o falecimento do secretário da saúde, acredito que seria interessante esclarecer as circunstâncias que a militância social e comunitária deve enfrentar nesta selva de pedra que é Porto Alegre.
    Tania Jamardo Faillace

  2. Pingback: Haeni Ficht, dois anos da morte de um líder comunitário. « Porto Alegre RESISTE!

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