Quem construiu a Vitória do Não

23 de agosto de 2009:

A vitória é de todos, mas alguns devem ser lembrados

Panfletos pediam votos no Não

Sensibilizar a população sobre o escabroso projeto imobiliário Pontal do Estaleiro era muito difícil. As pessoas comuns normalmente não têm acesso a informações claras sobre os problemas que interessam a grandes grupos econômicos em detrimento do interesse público e da qualidade de vida da população.

A grande mídia exaltava a “beleza arquitetônica” do projeto proposto para alterar uma Lei Municipal, como se isso fosse justificativa para agredir o Meio Ambiente a Qualidade de Vida de Porto Alegre. Afinal, diziam, era o preço do “progresso”…

Naquele momento, Câmara de Vereadores de Porto Alegre, em plena discussão da Revisão do Plano Diretor da cidade, começaram a surgir pessoas e entidades que deram condições para bem informar a população, que desconhecia o que estava acontecendo.

Nestor Ibrahim Nadruz

Nestor Nadruz

O arquiteto e urbanista Nestor Nadruz, profundo conhecedor dos problemas urbanísticos da cidade, ex-coordenador do Movimento Porto Alegre Vive e coordenador do Fórum de Entidades para a Revisão do Plano Diretor, foi quem fez o primeiro alerta. Enviou e-mails e fez um pronunciamento na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores bem antes da Audiência Pública (a primeira), pedindo que a população participasse da discussão que viria: alterar a legislação municipal apenas para satisfazer aos interesses de um grupo que pretendia construir espigões residenciais na Ponta do Melo. Mas o Nadruz não fez apenas isso. Ele traduziu o “tecnicês” urbanístico para uma linguagem acessível a todos. Com a posterior criação do Fórum Municipal de Entidades, depois Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba, ele passou a integrar o colegiado de Coordenação do Movimento.

Jornais de bairros de Porto Alegre – Jornal JÁ

Elmar Bones/Jornal Já - Foto: Andréa Graiz

Como a grande mídia não fazia uma análise crítica do projeto, os jornais de bairros da cidade tiveram um papel fundamental nisso. Entre eles, destaca-se o Jornal JÁ, do conhecido jornalista Elmar Bones.

O Jornal JÁ sempre representou qualidade em jornais alternativos, já tendo inclusive ganho um Prêmio Esso de jornalismo, em nível nacional. Sempre deu voz aos reclamos comunitários e às Associações de Moradores da cidade. O Jornal fora decisivo na luta dos Amigos e Moradores da Gonçalo de Carvalho, contra um edifício-garagem a ser construído no local. O resultado disso, quem é de Porto Alegre conhece bem: a Rua Gonçalo de Carvalho foi a primeira via urbana declarada Patrimônio Ambiental de uma cidade latino-americana. Os jornalistas do JÁ, especialmente a Naira Hofmeister e a Helen Lopes, sempre estavam presentes nas manifestações, reuniões na Câmara e Audiências. Ouvindo os que discordavam do projeto, os motivos das discordâncias, e sempre publicando as matérias. Muitos ficaram sabendo do problema e uniram-se ao Movimento graças ao JÁ. Nas vésperas da “Consulta Pública”, o jornal fez uma edição especial exclusiva sobre o Pontal do Estaleiro, abordando minuciosamente o projeto e a Ponta do Melo, desde que era realmente área pública (links à direita das postagens). A Naira foi a jornalista que denunciou as absurdas “instruções” que a construção civil dava a alguns vereadores no Plenário da Câmara!

Ecojornalistas voluntárias

Adriane e Clarinha

Adriane Bertoglio Rodrigues e Clarinha Glock são jornalistas da melhor qualidade, mas, acima de tudo, cidadãs exemplares. Já nos primeiros momentos de reação ao projeto, a Adriane apresentou-se como associada e jornalista da AGAPAN, colocando-se à disposição para colaborar com o Movimento. Como também integra o NEJ (Núcleo de Ecojornalistas do RS), ela não apenas colaborou muito, como abriu as portas para que o assunto fosse mais divulgado.

A Clarinha Glock também apareceu voluntariamente e muito colaborou, não apenas como jornalista, mas com excelentes ideias para tornar a discussão mais visível. A nossa luta teria sido muito mais difícil sem a Clarinha e a Adriane.

GRAFAR

Eugênio Neves

Charge de Santiago

A GRAFAR (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) levou o humor crítico para o debate. Seus artistas levavam à loucura os defensores do projeto. Toda semana, o Eugênio Neves mandava uma charge dele mesmo ou do Santiago, do Kayser e de outros chargistas da entidade, criticando a pretendida privatização da Orla. Certamente tiraram o sono de muita gente com suas sensacionais charges!

Manifestação de Estudantes

Os estudantes

Grande número de estudantes, especialmente universitários da UFRGS, abraçou a causa. Participaram ativamente de ações públicas e denunciaram com muito barulho o que estava ocorrendo. Sem os estudantes nosso fôlego teria sido muito menor. A participação dos estudantes na votação do projeto Pontal na Câmara Municipal é inesquecível. Eles indicaram Eduardo Luis Ruppenthal para representar o Movimento, tornando-se inclusive um dos coordenadores do Movimento em Defesa da Orla.

Estudantes no Centro Histórico

Vereadores

Cabe lembrar que a primeira votação de alteração da Lei Municipal teve o voto contrário dos seguintes vereadores:

Adeli Sell (PT) – era favorável ao projeto, mas votou com sua bancada; Aldacir Oliboni (PT); Beto Moesch (PP); Carlos Todeschini (PT); Cláudio Sebenelo (PSDB); Dr. Raul (PMDB); Guilherme Barbosa (PT); José Valdir (PT); Marcelo Danéris (PT); Margarete Moraes (PT); Maria Celeste (PT); Mauro Pinheiro (PT); Neuza Canabarro (PDT); e Professor Garcia (PMDB).

Todos merecem nossos elogios e reconhecimento, mas alguns têm que ser destacados (e são de partidos diferentes):

Beto Moesch

Beto Moesch/PP, da base do Governo, é um intransigente defensor do Meio Ambiente e, na Tribuna, sempre atacou a estupidez do projeto. Beto foi secretário Municipal de Meio Ambiente no primeiro mandato de José Fogaça.

Sofia Cavedon

Sofia Cavedon/PT, oposição ao Governo, defensora da educação e dos direitos da cidadania. Fora a única vereadora a apoiar desde o início a luta da Gonçalo de Carvalho, agindo da mesma forma no caso do Pontal do Estaleiro.

Neuza Canabarro

Neuza Canabarro/PDT, da base do Governo, coordenadora do Fórum de Entidades da Câmara para a Revisão do Plano Diretor. Foi contra a proposta de alteração de lei, apesar da incrível pressão de seu partido.

Professor Garcia

Professor Garcia/PMDB, líder do Governo Fogaça na Câmara de Vereadores. Imaginem o líder do governo ser contra um projeto da base do próprio Governo! Ele votou contra! Certamente ficou algumas noites sem dormir. É o atual secretário Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre e mesmo sendo secretário abriu seu voto ao Não.

Os Blogueiros

Muitos Blogs mais conhecidos que os nossos deram um decisivo apoio na divulgação do Não ao Pontal, especialmente na fase da chamada “Consulta Pública”.

Nem dá para destacar todos, mas estes não podem ser esquecidos:

Dialógico (Cláudia Cardoso), RS Urgente (Marco Weissheimer), Diário Gauche (Cristóvão Feil) e Cão Uivador (Rodrigo Cardia).

A Frente do NÃO

AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural

AMA – Associação dos Moradores e Amigos da Auxiliadora de Porto Alegre

AMBI – Associação dos Moradores do Bairro Ipanema

ASCOMJIP – Associação Comunitária Jardim Isabel

AMOVITA – Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO CENTRO DE PORTO ALEGRE

CCD – Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção

NÚCLEO AMIGOS DA TERRA/BRASIL

ONG SOLIDARIEDADE

SIMPA – Sindicato dos Municipários de Porto Alegre

SINDIBANCÁRIOS – Sindicato dos Bancários RS

SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS DO RIO GRANDE DO SUL

MOVIMENTO EM DEFESA DA ORLA DO RIO GUAÍBA

Participantes do Movimento:

AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, AMABI (Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência), AMBI (Associação dos Moradores do Bairro Ipanema), ASCOMJIP (Associação Comunitária Jardim Isabel), AMOVITA (Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu), Associação de Moradores do Centro, Movimento Viva Gasômetro, Associação Moinhos Vive, CMVA (Conselho Gestor dos Moradores da Vila Assunção), Associação dos Moradores da Cidade Baixa, AMOBELA (Associação dos Moradores da Bela Vista), Conselho Popular do Partenon, Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, CCD (Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção), CEUCAB/RS (Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS), AMSC (Associação dos Moradores do Sétimo Céu), AMATRÊS (Associação dos Moradores do Bairro Três Figueiras), AMA (Associação dos Moradores da Auxiliadora), AMACHAP (Associação dos Moradores do Bairro Chácara das Pedras), NAT/Brasil – Núcleo Amigos da Terra e ONG Solidariedade.

Apoios:

Casa de Cinema de Porto Alegre, NEJ/RS (Núcleo de Ecojornalistas do RS) e EcoAgência de Notícias, Defender (Defesa Civil do Patrimônio Histórico), IAB/RS (Instituto de Arquitetos do Brasil/Seção RS), Grafar (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul), SENGE (Sindicato dos Engenheiros do RS), Associação Profetas da Ecologia, Devoção Senhora das ÁguasPastoral da Ecologia, Associação Comunitária do Campo da Tuca, AMFA (Associação de Moradores Fim da Linha do Alameda, Bairro São José), Comissão de Moradores da Rua da Represa (Bairro São José), Associação Clube de Mães Batista Xavier (Bairro Partenon), Associação de Moradores Quinta do Portal (Bairro Lomba do Pinheiro), Associação de Moradores da Vila São Pedro (Bairro Partenon), Associação de Moradores Estrela Cristalina (Bairro Partenon), Associação de Moradores Paulino Azurenha, Pequena Casa da Criança – Vila Maria da Conceição, e MEP (Movimento Ecológico Popular).

Na gravação do vídeo do Não, pela Casa de Cinema

AGAPAN – ASSOCIAÇÃO GAUCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL

AMA – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AMIGOS DA AUXILIADORA DE PORTO ALEGRE

AMBI – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO IPANEMA

ASCOMJIP – ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA JARDIM ISABEL

AMOVITA – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DA VILA SÃO JUDAS TADEU

•ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO CENTRO DE PORTO ALEGRE

CCD – CENTRO COMUNITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DA TRISTEZA, PEDRA REDONDA, VILA CONCEIÇÃO E ASSUNÇÃO

•NÚCLEO AMIGOS DA TERRA/BRASIL

•ONG SOLIDARIEDADE

SIMPA – Sindicato Municipários de Porto Alegre

SINDIBANCÁRIOS – Sindicato dos Bancários

•SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS DO RIO GRANDE DO SUL

•MOVIMENTO EM DEFESA DA ORLA DO RIO GUAÍBA (Integrantes: •AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural •Amigos da Rua Gonçalo de CarvalhoAMABI – Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência •AMBI – Associação dos Moradores do Bairro Ipanema •ASCOMJIP – Associação Comunitária Jardim Isabel •AMOVITA – Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu •Associação de Moradores do Centro •Movimento Viva Gasômetro •Associação Moinhos Vive •CMVA – Conselho Gestor dos Moradores da Vila Assunção •Associação dos Moradores da Cidade BaixaAMOBELA – Associação dos Moradores da Bela Vista •Conselho Popular do Partenon •Conselho de Usuários do Parque FarroupilhaCCD – Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção •CEUCAB/RS – Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS •AMSC – Associação dos Moradores do Sétimo Céu •AMATRÊS – Associação dos Moradores do Bairro Três Figueiras •AMA – Associação dos moradores da Auxiliadora •AMACHAP – Associação dos Moradores do Bairro Chácara das Pedras) •NAT/Brasil – Núcleo Amigos da Terra •ONG Solidariedade)

8 pensamentos sobre “Quem construiu a Vitória do Não

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  2. Jornal do Comércio de hoje, 24 de agosto – página 8:

    Área do Estaleiro Só segue sem destinação definida


    Há um ano, população decidiu que local não pode ter uso residencial

    Atualmente, terreno serve de apoio à obra de saneamento que está em execução na orla do Guaíba
    Através de consulta popular, no dia 23 de agosto do ano passado, os porto-alegrenses decidiram que não seriam permitidas construções residenciais no terreno do antigo Estaleiro Só, zona Sul da Capital gaúcha. Passado um ano da definição, a proprietária da área, a BMPar Empreendimentos, ainda não tem um destino para o espaço.

    Atualmente, conforme informações do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), a área foi alugada para a empresa que realizará a implementação do complexo Emissário Terrestre e Subaquático, para servir como uma espécie de canteiro de apoio às obras desse projeto. O emissário será responsável pela condução dos esgotos provenientes da área central de Porto Alegre, concentrados na futura Estação de Bombeamento de Esgoto na Ponta da Cadeia, região próxima ao Gasômetro, até a Estação de Bombeamento de Esgoto do bairro Cristal. De lá, seguem, via tubulação subaquática até a estação de tratamento de esgoto no bairro Serraria.

    O secretário municipal de Planejamento, Márcio Bins Ely, confirma que não há nada protocolado na prefeitura quanto a um outro aproveitamento do espaço do antigo estaleiro. Quanto à utilização da orla do Guaíba, Ely sustenta que a questão deve ser debatida de maneira fragmentada, dividindo a extensão em trechos. “Temos 74 quilômetros de orla em Porto Alegre, é uma grande área”, argumenta o secretário.

    Na época da consulta popular, com mais de 80% dos votos válidos (18.212), a Frente do Não venceu a discussão. Ao todo, 22.619 pessoas participaram do pleito, que era facultativo. A Frente do Sim recebeu 4.362 adesões.

    A vereadora Sofia Cavedon (PT), que defendia o Não, afirma que o plebiscito foi uma vitória para a cidade. “Acho que conseguimos conciliar o desenvolvimento com a proteção ambiental”, aponta a vereadora. Para ela, ficou claro que a população quer manter o acesso à orla e descartou a realização de empreendimentos residenciais nas imediações do Estaleiro Só. Já o vereador Luiz Braz (PSDB) era a favor do Sim na ocasião. “O empreendedor adquiriu a área e depois não pôde fazer nada lá”, destaca o vereador. Ele lembra que a discussão foi focada no uso misto do espaço, para unidades residenciais e comerciais. E o fato de ser inviável a construção residencial retirou a viabilidade econômica da execução de projetos no local.

  3. ^^

    Ja foi anunciado, ano que vem começam as obras para a area comercial.
    =D

    Infelizmente pela falta de residencias, pode ter chances de não ter uma marina publica e outros lugares que faltam em Poa, claro, o movimento a noite para a segurança e outras coisas.

    Mas felizmente algo vai sair, e teremos um lugar bonito, finalmente um ponto turistico (o primeiro de verdade em Porto Alegre)…
    Só espero que os empreendedores tenham coração, e mesmo sem os residenciais, façam a marina.

    De qualquer maneira, finalmente um lugar para apreciar o Guaiba, e da melhor maneira que poderia ser, com tratamento para o esgoto e muito mais.
    =D

  4. Aparentemente o Guilherme, que comentou acima, tem informações privilegiadas ou está bem desinformado.

    Certamente está desinformado, pois para iniciarem as obras é fundamental existir um PROJETO. Esse projeto, segundo o secretário Bins Ely, não está protocolado na prefeitura. Após isso ele terá que seguir a tradicional burocracia dentro dos órgãos da prefeitura, inclusive Conselho do Plano Diretor.

    Na realidade nunca existiu um PROJETO, apenas um estudo em 3D para com isso motivar a alteração na legislação municipal e PERMITIR residências no local.

    Segundo o vereador (apoiador do projeto) Luiz Brás (PSDB): “E o fato de ser inviável a construção residencial retirou a viabilidade econômica da execução de projetos no local.” – Jornal do Comércio, 24 de agosto de 2010.

  5. Bom dia.
    Respondendo a pergunta deixada em nosso blog (referente ao arquivo de programas antigos), as informações podem ser obtidas diretamente no Memorial da Câmara, pelo telefone 3220-4187.
    Abraço.
    Taíse

  6. Logo, a midia esta me enganando, só pode, ja que anunciaram que ano que vem começam as obras, até falaram de uma grande empresa americana que vai ter uma de suas instalações por la.
    =D

    Meu medo é de que venha do nada um mega shopping, um mercado, algo do tipo, ja que a turma do NÃO conseguiu estragar um bom projeto que iria dar 60% da area para a população de Porto Alegre, area que seria a unica de Porto Alegre para isso, ja que o resto esta abandonado, um lixo a céu aberto.

    Mas tudo bem, aconteaça o que acontecer, se não tiver a area publica, a empresa vai estar construindo dentro do seu terreno, ela pode fazer o que bem entender….

  7. Guilherme,

    A empresa não pode construir o que bem entende. Ela tem que respeitar a legislação! Ela bem sabia das limitações da área quando a arrematou por preço vil (R$ 7.200.000,00).

    Uma vez existindo um projeto para a área, respeitado o que é permitido por lei, ele terá que passar pelas instâncias apropriadas antes de conseguir autorização para iniciarem as obras. Mas um “Mega-Shopping” é difícil de acreditar. Não existem condições viárias para um empreendimento de tal porte na região e mais um shopping ali, e sem condições de acesso, é fracasso comercial certo!

    Cabe também lembrar que a Câmara de Vereadores derrubou o veto do executivo sobre a lei de autoria do vereador Luiz Brás que impede a construção de shoppings e hipermercados com mais de 2.500m2 em regiões consideradas “congestionadas e em desenvolvimento”.

  8. Pingback: Em 23 de agosto de 2009 a cidade disse NÃO! « Porto Alegre RESISTE!

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