Construções que desafiam a natureza se espalham pelo Brasil

No programa FANTÁSTICO, da rede Globo:

Reconstruída de acordo com as regras de hoje, a paisagem brasileira seria muito diferente.

Um hotel na praia. Como uma fortaleza, avançando até as ondas, ele ocupa a faixa de areia, área comum, patrimônio de todos em João Pessoa, na Paraíba. Um escândalo aos olhos do século 21, mas o Hotel Tambaú estava dentro da lei quando ficou pronto.

“À época da sua inauguração, em 1971, a gente ainda não tinha plano diretor. Esse marco regulatório só passa a existir a partir de 1974. Dessa forma, ele não se configura como uma construção irregular”, explicou a arquiteta Cristina Evelise, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil na Paraíba.

Em Florianópolis, manter a paisagem em pedaços de paraíso que todo mundo cobiça não é tarefa fácil. Casas avançam sobre o espelho d’água da Lagoa da Conceição. O município processa, vêm as ordens judiciais e volta e meia as máquinas põem abaixo o que nunca deveria ter sido erguido.

Mas a justiça é mais lenta do que as invasões.

Link:  Construções que desafiam a natureza se espalham pelo Brasil (página do Fantástico)

No Blog “Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho“:

Brasileiro tem consciência ecológica?

O Fantástico junto com o Instituto Akatu testou o grau de consciência dos brasileiros sobre o consumo responsável. A maioria aprova as compras mesmo sendo danosas à natureza.

2 pensamentos sobre “Construções que desafiam a natureza se espalham pelo Brasil

  1. Pois é,
    e como ficamos em termos de Pontal? A vitória do NÃO legitimou a construção de prédios COMERCIAIS em área de APP, como nós tínhamos alertado, e ficou todo o mundo com cara de bobo e sem ação, ao invés de persistir no abrace ao Guaíba, e na rejeição de toda e qualquer construção, ampliando e fazendo mutirões de abaixo-assinados e divulgação das ilegalidades fundiárias e construtivas na mui leal e valerosa.
    Ha ainda a ação popular, empreendida por Caio Lustosa, que está conclusa ao juiz, e que questiona a legalidade da transação leiloeira: com a falência do Estaleiro, a massa falida deveria ter devolvido a área ao Estado, ao invés de arrolá-la entre os bens da falida.
    Vivemos num estado ilegal e institucionalmente criminal.
    TEmos agora os despautérios do cais Mauá, e não se levanta a resistência, a não ser individualmente. O estacionamento desejado para o cais Mauá, de duas, uma: ou é para facilitar o roubo de carga ou passagem de contrabando pela área dos containeres , ou para favorecer o pool de igrejas do Centro, capitaneadas pela Igreja Universal, que comprou o prédio da antiga Secretaria da Agricultura.
    Em terra sem lei e sem transparência, em que as pessoas disfarçam seus verdadeiros interesses, falam bonito, mas fazem outra coisa, não será surpreendente que o mega-trapiche do Ronaldinho, na zona Sul, – defendido por capangas armados que impedem a fiscalização – atravesse até Guaíba, ou sirva de estrutura para alguma nova ilha artificial para turistas “de certa espécie”, como já existem em alguns locais do litoral norte do Estado.

  2. Sempre temos uma desculpa pronta para justificar crimes ambientais.
    Este hotel esta dendro da faixa de Marinha e portanto basta pagar a extorsão feita pelo Patrimônio da União e tudo vira legal.
    O Patrimônio da União pode pedir o retorno da área desde que justifique que é para o “bem da população” e solicitar a demolição do prédio.
    Uma coisa é poder outra é querer.

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