A manifestação no Brique

img_3164Neste domingo pela manhã, ocorreu mais uma manifestação do Movimento “Defenda A Orla!” que está pedindo que o prefeito municipal, José Fogaça, VETE a alteração da lei municipal que alterou o regime urbanístico da região da Ponta do Melo, visando a construção do projeto Pontal do Estaleiro.

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Muitos pediam maiores informações sobre o que havia ocorrido na Câmara de Vereadores, sobre o projeto e sobre os problemas que a alteração de uma lei para beneficiar um único empreendedor traria para a cidade e nosso meio ambiente. Sabendo da manifestação, muitos foram ao parque especialmente para expressar apoio a nosso pedido de VETO, subscrevendo o abaixo-assinado impresso da AGAPAN pela preservação da Orla do Guaíba.

Artista plástica Zoravia Bettiol (à direita) participou da ação.

Artista plástica Zoravia Bettiol (à direita) também participou da ação.

Representantes de entidades ambientalistas, de associações de moradores, de ONGs culturais, estudantes, políticos, artistas plásticos, escritores e, sobretudo, pessoas comuns preocupadas com o futuro da cidade, estiveram presentes no ato.

Mais fotos aqui:

Blog Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Texto enviado por e-mail:

Hoje fui na manifestação de  diversas entidades que expressaram seu repúdio ao projeto Pontal do Estaleiro. O ato público foi próximo ao Monumento do Expedicionário, no Bric da Redenção.  Várias pessoas assinaram listas de apoio e tentavam entender o projeto.  Junto a nós, observei dois jovens colhendo assinaturas, mas agora era contra “Os Espigões da Lima e Silva”! Um dos rapazes com leve sotaque estrangeiro chamou-me a atenção. Tinha em mãos um “dossiê” com fotos de papagaios, extensa área verde, casarios caracteristicos do início do século, mapas, projetos de edificação de muralhas de concreto que densificarão a região e apagarão vestígios da história da Cidade Baixa. Philip, um dos jovens,  é inglês e estava dedicando um domingo no Parque para lutar pela preservação e qualidade de vida da sua rua, do seu bairro e da cidade que escolheu para morar. Com estas assinaturas e argumentações de que perderiam qualidade de vida, o patrimônio histórico e ambiental , pretendem sensibilizar o Ministério Público para impedir que Porto Alegre torne-se uma cidade biocida.

Elisabeth Karam Guimarães (integrante do Movimento Petrópolis Vive)
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3 pensamentos sobre “A manifestação no Brique

  1. SANTIAGO ! ! !

    ESSE CARA FOI INCANSÁVEL !
    ficou todo o tempo falando com as pessoas, explicando, informando . . .

    PARABÉNS !

    e parabéns a todos que em um domingo de sol deixaram suas famílias e foram ao parque para defender uma causa nobre, que é a qualidade de vida da população DA NOSSA MARAVILHOSA CIDADE DE PORTO ALEGRE !

    eduino de mattos

  2. Associado da AGAPAN durante muitos anos, admirador de Augusto Carneiro, José Lutzemberger, Flávio Lewgoy e Luiz Afonso Barnewitz, entre muitos ambientalistas militantes, no momento me encontro em Minas Gerais, impossibilitado de assinar o documento da AGAPAN contra a construção perversa na Ponta do Melo, no antigo Estaleiro Só, onde fiz meu estágio de engenharia no Departamento de Inspeção e Controle da Qualidade em 1971.
    Emulo a todos que estão em Porto Alegre para que assinem.
    Não permitam que o poder municipal faça com a Ponta do Melo o mesmo que fez contra a Cidade Baixa e a Rua da República, zona e rua iminentementes residenciais, onde deixaram instalar-se barzinhos barulhentos que são “fiscalizados” apenas uma vez por mês, “discretamente” e que privatizaram e trancaram a calçada pública com suas mesas, onde desajustados, bêbados e insolentes, promovem o maior atentado ao sossego público, infensos às leis do município, da estado, da federação e da própria consciência, que tudo indica que não têm, colocando os moradores em verdadeiro estado de tortura mental e física, por não conseguirem ter tranquilidade e silêncio nem dentro do próprio lar e mesmo após às 22:00 horas, sequer após a meia-noite, sofrimento abominável que muitas vêzes alcança a alvorada.
    E não adianta reclamar na SMIC e na SMAM. Depois de estabelecidos, o poder público não os remove nunca mais.
    É necessário evitar crime semelhante na Ponta do Melo.

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