Audiência Pública – dia 6 de agosto – Pontal do Estaleiro

No próximo dia 6 de agosto ocorrerá uma Audiência Pública para debater o Projeto Pontal do Estaleiro. Será na Câmara de Vereadores de Porto Alegre às 19h.

Como diz a Sandra Jussara, da AGAPAN, no email que enviou:

A aprovação deste projeto, assim como está posto, dará início a privatização do orla do Lago Guaíba!
VAMOS DEIXAR QUE ISTO ACONTEÇA?
Nossa participação é de suma importância neste evento!
Um fraterno e comunitário abraço,
Sandra.
Anote:
Dia 6 de agosto, quarta-feira, 19h.
Local: Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal (Av. Loureiro da Silva, nº 255, 2º andar).
Trapiche do Estaleiro

Trapiche do Estaleiro

Leia aqui, as discordâncias de entidades ambientalistas e de moradores a respeito do projeto:
Arquiteto lamenta proposta para o Pontal do Estaleiro
Atualizado em 6 de agosto
Leia mais sobre esses assuntos aqui:

Atualizado em 8 de agosto:

Entidade se manifestam

Entidade se manifestam

Foto da Audiência Pública: Ramon Nunes/CMPA

Texto do arquiteto Nestor Nadruz sobre a polêmica da Orla do Guaíba:

A Polêmica da Orla

Leia mais sobre a Audiência aqui:
Jornal JÁ:

12 pensamentos sobre “Audiência Pública – dia 6 de agosto – Pontal do Estaleiro

  1. Estive hoje na audiencia publica realizada na camara de Poa referente ao Pontal do Estaleiro.
    Independentemente da aprovacao ou nao da proposta, foi um belo ato de democracia. Particularmente, gostaria de morar em um pais onde ao inves de termos a iniciativa privada dona de um local e emprendendo a obra que o estado pudesse faze-lo para dai termos uma obras esclusivamente para fins sociais. Infelizmente, nao moro neste pais e o que vi foi uma utopia de esquerda visando derrubar a proposta atraves de um sem numero de exigencias que inviabilizariam o empreendimento ( por este motivo ate hoje a area continua entregue a vandalos ratos e baratas) e por outro lado a empresa investindo mais de cem milhoes e entregando 53% da area que lhe pertence ao publico. Vi de tudo la, e sinceramente cheguei a ficar decepctionado com os chamados representantes do povo….
    Tinha quem fosse contra a realizacao da obra porque haveria predios residenciais, mas concluia dizendo que gostaria que fosse aproveitada a area para a construcao de casas populares.!?!?!? Outros justificando veemente o fim da obra porque perderiamos a vista do por do sol do guaiba. Desculpe, moro em POA a 30 anos e nao conheco ninguem que pegue o carro e transite em horario de engarrafamento as margens do guaiba para ver o por do sol durante 3 minutos e que sequer e visivel naquela area.
    Gostaria de entender o que tem na cabeca de um infeliz destes que luta por um por do sol que nao ve, tenta derrubar um projeto que so traz beneficio. Enfim, POA esta na UTI necessitando do que pode ser dado a ela e esse projeto arranca um tumor de 30 anos, mas que se depender destes m. vai permanecer ali por mais 30 porque precisam discutir quem vai operar.
    Grato

  2. Felipe,
    Se estivestes presente na Audiência, parece que não escutastes os argumentos dos que se posicionaram contra o projeto.
    Os posicionamentos contrários podem ser resumidos assim:

    a) Legalidade – referindo-se principalmente à alteração de regime urbanístico e do uso do solo, gravame de Área de Interesse Cultural (Pesquisa SMC/Ritter dos Reis e decreto do executivo correspondente); utilização de recursos públicos para destinação de áreas de uso comum do povo à utilização privada);
    b) Formal – relativa ao vício de origem e competência de iniciativa de lei;
    c) Estrutural/urbanística – relativa à volumetria e à paisagem urbana, incluindo estudo de diretrizes, considerações à articulação do diversos empreendimentos que interagem, além das recomendações dos especialistas presentes no Fórum Porto Alegre do Futuro;
    d) Ambiental – Impacto ao ambiente natural (e cultural), diagnóstico ambiental UFRGS, Legislação Federal, resoluções CONAMA e princípio da isonomia;
    e) Mobilidade – abordando aspectos globais e sistêmicos, a contrariedade ao Estatuto da Cidade, além da exigibilidade de agressões ao ambiente natural para a resolução os problemas gerados pelos empreendimentos.

    Quanto a achar que é um posicionamento apenas da esquerda, isso contraria a realidade dos fatos. Todos os que estiveram presentes viram pessoas de todas as cores políticas unidas CONTRA o projeto. Lembro que o orador mais vaiado pela ala que é favorável a este nefasto projeto foi o vereador Beto Moesch (ex-secretário municipal do Meio Ambiente do atual governo) é do PP, que não pode ser chamado de esquerda…

    Não devemos falsear os fatos. Bastava estar atento para perceber que em todas as ideologias políticas existem pessoas conscientes que querem preservar o meio ambiente, o bom senso e a legalidade!

    Cesar

  3. Achei extremamente educativa a audiência pública de ontem na Câmara Municipal.

    Como delegada da Região 1 de Porto Alegre, estou sabendo do propósito de privatizar toda a orla do Guaíba, para, segundo um dos vereadores contatados anteriormente “evitar as invasões”, isto é, para impedir que os não-abonados procurem os melhores locais para morar, já que são expulsos de seus locais de origem pela especulação imobiliária.

    Não temos uma política habitacional neste País. Não temos uma política agrícola e agrária que mantenha no campo os pequenos produtores e os trabalhadores rurais. Não temos um política de pleno emprego, que obrigue as grandes empresas a preencherem suas quotas cumprindo com sua função social e contratando pessoas ao invés de apelarem para o auto-serviço e a parafernália robótica, cujo único objetivo é reduzir os postos de trabalho, e formar populações de excluídos e marginais.

    Ontem, ficou muito claro que as aspirações público-privadas são tirar de vista as pessoas pobres (houve um episódio em Porto Alegre, nos 60, em que mandaram os mendigos para a Ilha do Presídio), pessoas que não têm para onde ir, nem podem garantir seu sustento de forma honesta e integrada socialmente.

    Depois de serem expulsas pela especulação imobiliária para áreas distantes, devido aos grandes vazios urbanos, que já deveriam ter sido expropriados através do imposto territorial progressivo (impoosto que já existe legalmente desde os tempos do regime autoritário) são mandadas para mais e mais longe, e, se estão na beira do Guaíba, provavelmente serão despejadas dentro dele.

    É disso que se trata: um desenvolvimento perverso que se aplica em ilhas de pseudo-conforto fechadas como prisões de segurança máxima, e uma maioria de pessoas que absolutamente não têm destino próprio para sua sobrevivência – o que se passa em países que hoje deploramos, como a África Central, etc.

    EStamos nos africanizando em mau sentido: pobreza escancarada e medo uns dos outros. O furo é mais em cima (ou em baixo)

    Tania Jamardo Faillace – moradora da Auxiliadora, escritora e jornalista aposentada.

  4. O Felipe mandou mais um comentário.
    Porém como o e-mail que ele colocou aparece como inexistente, ainda não vamos autorizar sua publicação.

    Isso não é censura.
    Nunca censuramos as opiniões contrárias, salvo se contenham ofensas pessoais ou palavras de baixo calão.
    Também nunca repassamos os e-mails de quem comenta, nem enviamos mensagens que não sejam para notificar que o comentário já foi publicado.

    Portanto, basta o Felipe (caso esse seja seu nome verdadeiro) mandar um e-mail válido, colocaremos seu comentário discordante das opiniões deste Blog.

  5. Estive no blogue do caouivado e vi que colocaram o mesmo lembrete contra o Felipe neste blog. Desculpe a sinceridade e por favor, nao me CENSUREM, mas porque nao deixar a opiniao contraria aqui? Sou da opinao de que voces deveriam mostrar imparcialidade. Agora censurando o cara aqui e colocando uma foto mostrando claramente a posicao contraria ao felipe. Aconselho que facam uma pagina de esquerda e esquecem o proposito do blog porque isto ta virando uma pagina institucional.

  6. Vimos uma mensagem do Paulo Marques no Blog Cão Uivador reclamando que estávamos “perseguindo” e “censurando” o Felipe Silva (?).
    O Paulo também colocou uma mensagem aqui e mesmo que seu endereço de e-mail foi considerado como indisponível ou inexistente, achamos por bem autorizar a publicação.

    Abaixo o e-mail enviado a ele e que voltou do provedor:

    Paulo,
    Seu comentário será colocado no Blog Porto Alegre Vive, caso o endereço colocado não retorne como inexistente.
    Nossos critérios são estes, mesmo que sejam em apoio a nossos posicionamentos.
    Nosso Blog não é de “esquerda”, mesmo que contenha posicionamentos conforme ideologias esquerdistas.
    O Blog é de um Movimento que representa inúmeras Associações, Movimentos e ONGs que preservam o direito dos cidadãos, sua qualidade de vida e o meio ambiente.
    Temos pessoas de esquerda, centro e direita. Todos com o mesmo objetivo já citado: preservar o direito dos cidadãos, sua qualidade de vida e o meio ambiente.

    Administração do Blog Poa Vive

  7. A AMA/Associação dos Moradores e Amigos da Auxiliadora quer prestar apoio incondicional ao posicionamento contrário a aprovação do projeto Pontal do Estaleiro.

    Além de todos os argumentos já defendidos nestes espaço, corroborados pela AMA, lançamos mão da Lei 10.257, também conhecida como Estatuto das Cidades.

    Nos artigos 36 a 39, há o Estudo de Impacto de Vizinhança que destaca em seus alertas:

    “A aplicação do Estudo de Impacto de Vizinhança implica em muitos riscos e deve ser feita de forma cuidadosa… Assim, devemos levar em conta impactos que ultrapassam aqueles sobre o sistema viário:
    – Impactos de ordem ambiental (impermeabilização excessiva do terreno, aumento de temperatura).
    – Paisagística (impacto sobre paisagens de morros, dunas vales, vistas para frente de água). ”

    Dirão os favoráveis ao empreendimento que haverá impacto sobre ordem econômica, que é sempre colorido e vibrante, mesmo que represente menor ganho social diante da inestimável e inominável perda ambiental.

    É a ditadura econômica de sempre, que suplanta, ao mesmo tempo que sataniza a “ditadura” ecológica e os movimentos sociais: “Os eco-chatos de sempre!”, “Muito barulho por nada!”.

    Enquanto, silenciosa, a “força da grana que ergue e destrói coisas belas” compra nossa orla pública – e quem for preciso – para vender a paisagem privada da falsa modernidade.

    Infelizmente, ao contrário do que diz, grosseiramente, Felipe Silva: não será nenhuma coisa bela o que se propõe no Pontal do Estaleiro. Nem do ponto de vista arquitetônico ou paisagístico, muito pelo contrário.

    E não há sinal de Estudo de Impacto de Vizinhança à vista.

    A orla é espaço público, e o Estado tem condições de garantir sua revitalização para benefício dos munícipes, moradores e moradoras de toda Porto Alegre. E isso não é utopia. É democracia.

    João Volino Corrêa
    Presidente da AMA

  8. Prezado Felipe Silva e demais Amigos leitores deste blog,

    Quero compartilhar um pouco de minha modesta experiência adquirida em pouco mais de 4 anos de residência e de estudos no exterior. Neste período pude conhecer muitas belas cidades de vários países da Europa. Confesso que até hoje, depois de meu retorno, não estou muito acostumado com as discrepâncias existentes entre nossas paisagens e as de lá. Entre o que nosso governo nos oferece e o que os cidadãos de lá recebem de seus governantes. Cidades históricas extramamente bem conservadas, prédios centenários, quase milenares, como a Universidade em que estudei, fundada em 1364. Se fosse aqui, há quanto tempo já teria sido demolido o prédio para dar lugar a algum projeto contemporâneo mirabolante? Lá, na maioria das cidades, tudo tão belo e inserido de forma tão harmoniosa no meio ambiente, com a natureza sempre sendo privilegiada, assim como é privilegiada a população por ter o respeito e o bom senso daqueles que tomam as decisões. Os prédios modernos, altos, de arquitetura “arrojada”, existem, são igualmente belos, mas sempre erguidos em locais adequados. Na Áustria, na Suiça, na França, Alemanha, entre outros, podemos desfrutar das lindas paisagens, dos rios das cidades sem o onus de arranhacéus a cortar nossa contemplação do belo.
    Se o nosso amigo Felipe pensasse um pouco mais, também entenderia o motivo da ida da FORD lá pra Bahia. Felipe, se tua experiência no exterior foi um pouco mais ampla além de tua ida à Rússia, tu deves entender que governo nenhum privilegia empresa alguma com anos e anos de isenção fiscal para atraí-la. Grandes empresas, multinacionais como a FORD, precisam pagar impostos para beneficiar a população do país ou estado em que estão instaladas. Não podem ser recebidas com regalias infinitas por estarem gerando algumas centenas de (sub)empregos, geralmente mão de obra barata. Grandes empresas, multinacionais, não têm compromisso social, salvo algumas excessões, e sim compromisso exclusivo com o capital. Nada contra o dinheiro, adoro dinheiro (com ele viajo, como bem, estudo, vou ao teatro, etc), mas também acho que devemos ser conscientes de que nosso presente nos pede uma mudança de paradigmas, para que tenhamos todos um futuro melhor. Argumentar que o povo não quer uma bela vista do pôr do sol, e sim os três hotéis que estão previstos no projeto, que poderão render empregos, é tentar enfiar goela abaixo uma opinião tua. Eu particularmente não estive no grupo “das 15 pessoas” que lá se fez presente, nem tão pouco sou participante ativo de Movimentos Sociais e assim como eu devem existir muitos, no entanto, prefiro um belo projeto paisagístico naquela região, com cafés, bares, e muito espaço para a cultura e o lazer. Isso, de certa forma, também renderia muitos empregos. Quero uma cidade cada vez mais linda pra se viver, quero continuar caminhando e pedalando vendo o pôr do sol no Guaíba, e que o mesmo esteja disponível para todos, para os que têm e os que não tem dinheiro e até mesmo para os que estão em busca de!

    Enfim, o Pontal do Estaleiro é um lugar lindo. Lindo mas entregue ao nada, e espero que um dia possamos todos compartilhar dos espaços ociosos que temos em Porto Alegre, que nos sirvam de orgulho, voltando a embelezar nossa cidade, encurtando distâncias, reunindo tribos, cores e credos. Encantando aos turistas! Que tenhamos a “sorte” de termos em nossa cidade, em nosso estado, em nosso país, governos que pensem na coletividade. Que sejam beneficiadas e privilegiadas a cultura e o comércio local, fortalecendo àqueles que mais precisam de apoio e incentivo. De resto, como já disse o saudoso José Lutzenberger: “não preciso de uma promessa de recompensa pra depois da morte, pra me comportar decentemente enquanto em vida”. O que precisamos então, é de mais decência para alcançarmos uma sociedade justa. Seres humanos mais decentes ajudarão a matar a fome dos que pedem pão, e não os empregos gerados nos três hotéis erguidos á beira do Guaíba!!!!

    Abraços à todos.

    Christian Lavich Goldschmidt
    escritor e ator

  9. O comentário do Christian refere-se também a assuntos colocados pelo Felipe em outro Blog (Cão Uivador).

    O Felipe também mandou estes comentários para o Poa Vive, mas como nossos critérios para autorizar a publicação pedem que o autor confirme que foi ele realmente quem mandou e o Felipe não o fez, não publicamos seu comentário.

    Talvez por que tenha digitado seu endereço de e-mail com alguma incorreção, nosso e-mail pedindo sua autorização retornou como se o e-mail do Felipe fosse inexistente.

    O Chistian retornou nosso e-mail, autorizando sua publicação.

  10. Cristian, minha experiencia fora inclui dois mestrados na Europa e um deles inclusive na inglaterra onde morei. Apenas te situando, em londres, na Abbey Road, Lancaster Gate e kensal Green. Minha experiencia fora vai muito alem das viagens a negocios no interior da Russia. O problema de aplicar estruturas ou modo de vida de paises de primeiro mundo no Brasil e que aqui nao funciona. No caso das grandes montadoras, paises como os Estados Unidos e Europa na condicao de bloco nao sao impostas por elas mas sim impoe regras porque dominam o mercado de consumo global. Nao adianta dizer que nao vai dar incentivos que elas vem sem incentivos para paises proximos e ao inves de gerarmos emprego importamos produtos e perdemos empregos. No caso do Pontal do Estaleiro. Gostaria que a obra fosse feita nos teus moldes. Belas pracas, alguns hoteis, enfim uma estrutura para atender a comunidade apenas. A questao que implica na minha opiniao oposta refere-se ao fato de que nao foi feito nada EM QUARTENTA ANOS, ou seja, nao ha viabilidade comercial nos moldes como tu deseja. Basta tu analisar do ponto de vida que os que apresentam posicao contratia NAO TEM UM PROJETO MAS IDEIAS DEMAGOCAS, BUROCRATICAS IDEOLOGICAS. TENHO 40 ANOS PARA PROVAR ISTO. Concordaria contigo, se estivessemos nos primeiros 5 anos de discucao sobre o fim do pontal, mas 40 anos de atraso na area por culpa da opiniao contraria demostra que a obra se tornou inviavel naquele ponto.
    Tenho simpatia pelo teu voto, e acredito que em outras partes da orla ou da cidade ele realmente deve prevalecer, porem nao feche os olhos a uma realidade. SE NAO FOR DESSA VEZ NA PROXIMA TAMBEM NAO SERA COMO NAO FORAM TODAS NOS ULTIMOS 40 ANOS.

    Quanto ao email, de fato houve erro de digitacao. Nao foi censura do site.

    Abraco a todos

  11. Pingback: Não se omita!!! « Porto Alegre Vive

  12. bonjour

    je cherche josé loureiro da silva, né a vila nova de gaia, ??pourriez vous m aider , si une personne lis cela ;

    merci

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